sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

TGV

Muito se tem falado da história do TGV, o tal comboio de altíssima velocidade, e da necessidade de existência de semelhante meio de transporte cá no burgo.

Mesmo em tempo de verdadeira crise, recessão, negativismo geral face à evolução da economia, empresas internacionais da especialidade a dizer que Portugal vai ter mais dificuldade em contrair empréstimos e outros cenários negros que se avizinham, o Sr. Sócrates mantém o finca pé sobre o assunto do comboio e avança para a loucura.

Avança sem medo de ninguém e convicto na afirmação de que é para o bem de Portugal e para o seu desenvolvimento.

Avança sem medo de ninguém porque, quando for altura de pagar a factura, o Sr. Sócrates, se Deus quiser, já não vai estar à frente dos desígnios cá do burgo e já se pode estar nas tintas.

Avança sem medos porque a geração que vai pagar esta estupidez política tem, agora, três ou quatro anos, não tem voto na matéria e depende dos pais que assistem, impotentes, aos erros que o Sr. Sócrates vai cometendo, sabendo, de antemão, que os fecundados vão ser os seus filhos.

Em todo o caso, devemos dar o benefício da dúvida ao Sr. Sócrates, uma vez que a sua visão futurista pode, muito bem, ter outros significados que só as gerações futuras serão capazes de entender.

A realidade é que este pequeno burgo de 300 por 900 não precisa do TGV para, rigorosamente, nada e somos demasiadamente pequenos para que haja qualquer razão que justifique avançar com este projecto.

Assim sendo, a teimosia do Sr. Sócrates só pode ter uma razão de ser… Dar mais este rebuçado aos vizinhos espanhóis, que, como se sabe, já metem o bedelho na economia cá do burgo à muito tempo, na expectativa de que venha a ser um verdadeiro passo para a integração do pequeno burgo como mais uma província Espanhola ou para a criação de um estado ibérico.

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