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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Marcas automóveis - Hummer


A história deste monstro todo-o-terreno começou em 1979 com a necessidade de desenvolver um veículo de uso múltiplo e altíssima mobilidade, capaz de satisfazer os mais altos padrões do exército dos Estado Unidos.

Em Julho de 1980, o protótipo M998 Series foi testado no deserto do Nevada e cerca de um ano depois foi designado para algumas operações militares, ao mesmo tempo que o exército americano assinou um contrato com a AM General para a entrega de mais veículos.

Dez anos depois o exército contava já com cerca de 150.000 unidades e o Hummer provou ser um recurso deveras valioso, especialmente na Guerra do Golfo onde foram utilizadas cerca de 20.000 destas viaturas.

Concretizado que estava o sucesso militar era chegado o momento de tirar proveito desse feito e a empresa começou o trabalho de design com vista à comercialização do Hummer no mercado civil.

O primeiro Hummer foi entregue em 1992 e, em 1993, o modelo começou a ser distribuído e vendido através duma rede de concessionários, ainda que fossem produzidas pouco mais de 600 unidades.

Em 1999, a General Motors adquiriu a marca Hummer, trocou o nome do modelo para Hummer H1 e, rapidamente, desenvolveu novos modelos para a marca, como o H2 e o H3, ambos com várias versões.

O Hummer, dito civil, começou por ser um carro considerado desconfortável, apesar das suas dimensões internas fazerem inveja a muitas cabines de camião, e albergava, somente, quatro passageiros, muito separados entre si, dando lugar de destaque à consola central que mais parecia a consola de um barco a motor, ocupando o espaço central dum lado ao outro.

Hoje em dia, com os novos modelos, o Hummer é visto como um verdadeiro monstro no mundo dos 4x4, capaz de proporcionar conforto aos seus ocupantes enquanto transpõe obstáculos impensáveis para outros veículos graças, por exemplo, ao espectacular ângulo de ataque de 72º.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Marcas automóveis - Opel

OPEL


A história da Opel remonta a 1862, quando Adam Opel transformou o seu negócio artesanal numa empresa industrial que construía máquinas de costura e bicicletas.

Com a morte de Adam Opel. Em meados de 1895, a empresa passa para o controlo dos seus filhos e, no virar do século, a Opel associa-se à Lutzmann para iniciar a produção automóvel, união que dura dois anos antes da Opel começar uma nova parceria, desta feita com a marca francesa Darracq.

Em 1906, a Opel começa a produzir automóveis da sua autoria, tendo lançado o Opel 4/8 cv em 1909, modelo que ficou conhecido como o "Carro do Médico".

O facto deste e outros modelos serem disponibilizados a um preço muito económico, foi em grande parte responsável por a Opel se tornar na maior produtora de automóveis da Alemanha em 1914.

Em 1924, com um investimento de um milhão de marcos em ouro, a Opel introduziu a primeira linha de montagem em série na Alemanha, um processo revolucionário que trouxe vantagens substanciais aos clientes da marca.

O primeiro modelo a sair das novas linhas de montagem foi o "Laubfrosch" também conhecido por "Raineta", um Opel 4/12 cv.

Graças à descida dos custos, possível face ao aumento do volume de produção e ao acréscimo da procura, a marca conseguiu baixar o preço inicial de 4500 marcos para apenas 1990, em seis anos.

Muito do seu sucesso deveu-se à estratégia comercial adoptada e, em meados de 1929, a Opel tornou-se na primeira companhia automóvel a estabelecer uma seguradora e uma empresa de financiamento para vendas a prestações.

A crise económica dos anos 20 levou os irmãos Opel a procurar um sócio capaz de reforçar a estabilidade da companhia e, em Março de 1929, associaram-se à General Motors (GM), tornando-se a maior empresa automóvel do mundo na accionista maioritária da Opel, ainda que lhe conferindo total autonomia.

Em 1935 a Opel iniciou a produção do lendário Opel Olympia, o primeiro carro alemão fabricado, em série, com estrutura e carroçaria totalmente chapeadas.

Paralelamente, a Opel ia acumulando sucessos de vendas internacionais, já que ligação à GM lhe tinha aberto o acesso ao mercado mundial, possibilitando o estabelecimento de novas sucursais no Japão, na China e em vários países da América do Sul.

Depois de ver a sua produção interrompida por causas da guerra, o Olympia foi fruto de um “restyling” e continuou a ser o porta-estandarte da Opel durante anos.

Em 1962, no centésimo aniversário da fundação da companhia, a Adam Opel AG inaugurou uma segunda fábrica em Bochum, de onde surgiu o novo Kadett.

Paralelamente, durante os anos 60, e face à procura de modelos desportivos, a Opel lançou o Coupé GT, um carro com um comportamento mais dinâmico.

Cerca de trinta anos, e muitas novas versões, separam o velhinho Kadett do seu sucessor, o Opel Astra, lançado em 1991 e que continua, actualmente, em produção.

Com a crise petrolífera da década de 70, a Opel viu-se obrigada a lançar novos modelos, tendo em vista um mercado com menores consumos de combustível e menores emissões para a atmosfera, e, em 1982, lançou o Opel Corsa, que se tornou no modelo mais bem sucedido da marca ao longo das suas diversas gerações, e que continua em produção.

Pelo meio, ficam modelos como o mítico Rekord, o Ascona, o Opel Manta, o Senator, o coupé Monza, o Opel Omega, o excelentemente bem sucedido Vectra e, no campo dos todo-o-terreno, o Opel Frontera, todos eles modelos que contribuíram para o êxito inequívoco da marca de Rüsselsheim.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Marcas automóveis - Maserati


A marca italiana está ligada aos irmãos Maserati – cinco, no total – e teve a sua génese com Carlo e Alfieri Maserati, que trabalhavam na construção de motores e carroçarias para carros de corrida.

Fundada em 1914, a Maserati viu interrompida a sua produção, por causa da 1ª Guerra Mundial, para reabrir, em 1926, com a produção do seu primeiro carro de corrida, o Tipo 26, que contava com um motor de oito cilindros em linha, montado num chassis Isotta Frascchin, com apenas 1.500 cc mas capaz de debitar 130 cavalos graças a um sistema apelidado de “volumetric charger”.

De imediato, o carro deu nas vistas, ao ganhar o escalão em que estava inserido, e a Maserati começou a ganhar clientes, dando continuidade ao Tipo 26 até 1930, numa altura em que o motor já tinha uma cilindrada de 2800 cc.

Quando, em 1932, Alfieri morreu, os projectos da Maserati, entretanto mergulhada numa situação financeira difícil, continuaram a ser desenvolvidos pelos seus irmãos Ettore e Bindo, que aguentaram a marca até 1937, ano em que, com dificuldades financeiras acrescidas, se viram obrigados a vender a empresa à família Orsi, ainda que ficasse estipulado, contratualmente, que continuariam a trabalhar na Maserati, o que viria a acontecer até 1947, altura em que, perante a insistência dos novos donos em fabricar carros de estrada, decidiram sair e formar a OSCA.

Em 1958, depois de ter abandonado a competição automóvel, a Maserati lança o 3500 GT – o primeiro carro feito para circular, exclusivamente, em estrada – um luxuoso e potente coupé que foi o veículo mais bem sucedido da marca em termos de vendas até então.

Seguiram-se o Sebring, em 1962, e o Quattroporte, o primeiro automóvel de 4 portas da marca, em 1963, que viria a manter a sua produção, fruto de diversos “restylings” até 2004.

No final da década de 60, a Maserati foi comprada pela Citroën e a parceria manteve-se até 1974, altura em que a marca francesa se fundiu, com a Peugeot, no Grupo PSA e vendeu a marca italiana à DeTomaso, que conseguiu revitalizar a Maserati ao apresentar modelos como o Quattroporte III, o Kyalami e o Biturbo, modelo que fez aumentar consideravelmente as vendas da marca do tridente.

Em 1993, a Maserati volta a ser comprada, desta feita pela Fiat e em 1999 passa a ficar debaixo do controlo absoluto da Ferrari, marca, também, pertencente ao mais conhecido fabricante italiano, que torna a Maserati na sua divisão de luxo.

Nesse mesmo ano lança o 3200 GT, um modelo que volta às linhas típicas da Maserati e que, mercê do potente motor com 3200 cc e 370 cv, era capaz de alcançar os 100 km/h em menos de 5 segundos.

Em 2004 é produzido o MC12, um super desportivo derivado da versão de corrida, desenvolvida para participar no campeonato FIA GT, que apenas contou com 25 unidades comercializadas.

Actualmente, e desde que faz parte do Grupo Fiat, com ou sem a Ferrai à frente dos seus destinos, o posicionamento da Maserati mudou radicalmente e, enquanto a Ferrari produz e comercializa, em média, cinco mil e quinhentas unidades por ano, a Maserati, no seu planeamento estratégico para um futuro próximo, estima colocar no mercado internacional cerca de 10 mil unidades por ano até 2010, voltando, assim, a dar lucro.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Marcas automóveis - Seat


A história da Seat – Sociedad Española de Automóviles de Turismo – remonta a 1950 quando, a nove de Maio, a empresa foi criada, por iniciativa do Instituto Nacional de Indústria, para incentivar a venda de carros em Espanha no período pós-guerra.

Inicialmente, a Seat começou por ser uma subsidiária da italiana Fiat e montava os carros desta marca em território espanhol.

Três anos após a sua fundação, a Seat inaugurou a Fábrica de Zona Franca, onde começou a construção do modelo 1400, um clone do Fiat com o mesmo nome, que incorporava um bloco de quatro cilindros, com 1.395 centímetros cúbicos, que debitava 44 cavalos de potência e chegava aos 115 quilómetros por hora.

Em 1957, continuando debaixo dos desígnios da Fiat, a Seat inicia a produção do Seat 600 e, com ele, o início da era da motorização maciça em Espanha.

Em 1973, a Seat dá um passo em frente no que toca a uma certa independência em relação à Fiat, ao iniciar a construção do Centro Técnico Seat, em Martorell, que viria a iniciar a sua actividade dois anos depois.

Esta independência viria a ser, digamos, faseada ao longo de anos vindouros, com a assinatura de protocolos preliminares com a Volkswagen, em 1982, a aquisição, por parte da empresa alemã, de 75% do capital da Seat quatro anos depois e, em jeito de conclusão do negócio, a aquisição, em 1990, de acções que totalizaram 99,99% do capital da Seat, que passou, assim e definitivamente, para as mãos do poderoso grupo alemão.

Durante estes anos de transição, a Seat lançou o Ibiza, aquele que viria a ser o seu modelo de referência, e que perdura até aos nossos dias, fruto duma série de “restylings” e melhoramentos, deu inicio à construção duma nova fábrica em Martorell, localidade que se passou a assumir como ponto nevrálgico da marca, e fundou a Seat Sport, o ramo da empresa vocacionado para a competição automóvel.

1991 foi o ano de apresentação do primeiro modelo da Seat desenvolvido no seio do grupo Volkswagen, o Seat Toledo, dando inicio à produção duma série de modelos, entre os quais o Córdoba, o Leon e o monovolume Alhambra, com os quais a marca se impõe no mercado europeu.

Em 2002, a Seat foi integrada, juntamente com a Audi e a Lamborghini, no Grupo de Marcas Audi e Andreas Schleef assume a presidência da empresa.

Em 2005, a Seat apresenta o novo Leon e dá a conhecer a versão de competição, deste mesmo modelo, desenvolvida para o WTCC que viria a conseguir o seu primeiro pódio apenas dois meses após a sua estreia em pista.

Actualmente dirigida por Erich Schmit, a Seat continua a assumir-se como uma marca líder, em determinados segmentos de mercado, que soube capitalizar as sinergias assumidas com a sua entrada no grupo Volkswagen de modo a apresentar produtos com cada vez mais qualidade.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Marcas automóveis - Alfa Romeo

ALFA ROMEO


A empresa “Anonima Lombarda Fabbrica Automobili”, A.L.F.A., foi fundada em 1910 e, sob a direcção inicial de Cavalier Ugo Stella, produziu, desde logo, uma série de modelos que ajudaram a tornar a marca mais competitiva no mercado, distinguindo-se pelas suas performances e condutibilidade.

O Alfa 24 HP foi o primeiro carro com o nome da ALFA, fabricado entre 1910 e 1920, e contava com um motor de 4 cilindros em linha, com 4.100 cc, que debitava 42 cavalos de potência às 2.200 rotações, atingindo entre os 110 e os 115 quilómetros por hora.

Em 1915, a empresa passa a ficar debaixo da tutela de Nicola Romeo e pára a produção automóvel para, em tempos de guerra, se dedicar à produção de munições e material militar.

A crise instala-se em 1927 e, a dada altura, o fecho da fábrica chegou a ser equacionado, o que não veio a suceder graças, em grande parte, à reputação que a marca já tinha conseguido.

A saída de Nicola Romeo, em 1928, coincidiu com a chegada dos carros de 6 cilindros, mais leves, rápidos e brilhantes, e o lema “gosto pela condução” tornou-se numa paixão poderosa e num verdadeiro símbolo de estatuto.
A produção em massa arrancou e em 1929 assistiu-se à criação da Scuderia Ferrari, concentrada exclusivamente nas competições

Com a entrada da Itália na guerra, a Alfa Romeo enfrentou todos os tipos de problemas organizacionais, com a escassez de fornecedores a interferir, negativamente, na produção, já por si difícil devido aos três bombardeamentos que atingiram as fábricas, em 1940, 1943 e 1944.

Nos anos cinquenta, a Alfa está empenhada na produção de carros com um duplo objectivo que passa por estabelecer uma linha de montagem e capitalizar-se nos sucessos desportivos, fornecendo um produto de elevada performance.

Em 1960, a Alfa iniciou a construção de uma nova fábrica em Arese, que abriu em 1963, onde se produziu o Alfa Giulia que vendeu mais de um milhão de unidades, nas suas várias versões.

Os anos setenta foram um período de altos e baixos para a Alfa Romeo, durante os quais as dificuldades de gestão alternaram com os sucessos desportivos, e, após quase uma década condicionada pela situação económica e financeira da empresa, a Alfa é vendida ao Grupo Fiat e integrada num novo grupo, chamado “Alfa Lancia S.p.a.”, que se tornou operacional em 1989, visando a recuperação de ambas as marcas.

Depois do lançamento duma série de carros que conheceram uma boa aceitação por parte do público, como o Alfa 33 ou o Alfa 75, foi com o aparecimento do 156, lançado em Setembro de 1997 e considerado Carro do Ano em 1998, que a Alfa Romeo se relançou e reposicionou, definitivamente, no mercado europeu.

A década de 90 assiste ao renascimento da empresa, com o lançamento de modelos como o 155, 145, 146 e o 147, lançado no ano 2000 e aclamado como Carro do Ano em 2001.

Hoje em dia, modelos como o 156, 159 e Brera, mantêm, substancialmente melhoradas, todas as características que sempre fizeram parte da imagem da Alfa Romeo: o seu “cuore sportivo”, vitalidade indomável, o som característico dos motores e o design italiano, bem patente na elegância das formas exteriores e interiores.

Reza a história que Henry Ford costumava tirar o seu chapéu cada vez que via um Alfa Romeo passar…

Marcas automóveis

O Sempre a Produzir inaugura, hoje, uma nova rubrica que visa dar a conhecer, ou, simplesmente, relembrar, algumas das diversas marcas fabricantes de automóveis que, ao longo dos tempos, têm feito parte do quotidiano da populaça.

Tenho consciência que existirão detalhes que ficaram por enumerar e/ou algumas informações que poderiam ser mais aprofundadas, porquanto, desde já, agradeço que os mais interessados deixem as suas sugestões, e/ou reparos, através dos comentários ou da caixa de correio electrónico do Sempre a Produzir, johnnyzitoproduzindo@gmail.com