sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O mensageiro

Sem trazer nada de novo, o estimado Presidente da República dirigiu-se à populaça cá do burgo em mais um discurso à nação, a terceira ou quarta desde que foi eleito, para nos desejar um bom ano.

Numa altura em que se conhecem as divergências entre o Sr. Silva e o Primeiro-ministro, o presidente foi prudente e, a bem do país, optou por um discurso de conveniência, de certo modo apaziguador e capaz de criar uma certa confiança entre a populaça.

Não deixa de ser interessante ou, se quisermos, original, o facto do discurso presidencial ter sido aplaudido por todos, ainda que por razões e leituras diferentes.

Menos interessante ou, se quisermos, verdadeiramente anormal, é a maneira como o socialista Vitalino Canas continua a querer atirar com areia para os olhos da populaça, ao afirmar que existe uma grande convergência entre o governo e o presidente, apesar deste ter mandado umas bocas sobre verdade – palavra que utilizou por meia dúzia de vezes – e o preço a pagar pelas ilusões, em alusões claras à actuação do executivo.

1 comentário:

jorge a. disse...

"Não deixa de ser interessante ou, se quisermos, original, o facto do discurso presidencial ter sido aplaudido por todos, ainda que por razões e leituras diferentes."

Original não é de certeza, quem se lembra dos discursos do Sampaio recorda-se desse traço marcante na actuação dos nossos presidentes da República e dos seus discursos. Tão ambiguos que são, cada um retira sempre o que quer dos mesmos.