quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Férias


É chegada a hora de gozar duas míseras semanas de férias, que pretendo sejam de muita praia, se o tempo assim o permitir, muito descanso e muito sossego.

Como tal, o Sempre a Produzir vai, também, entrar em repouso profundo até ao início de Setembro.

Até lá!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Injustiças

Parece que, depois dum assalto frustrado, os larápios fugiram, a GNR perseguiu-os, os gajos não pararam e ainda tentaram atropelar um dos polícias, que teve que se desviar para evitar ser atingido pela Ford Transit.

Face a esta situação, a polícia abriu fogo contra a carrinha, para a imobilizar, e uma das balas acertou, mortalmente, num coitadinho de 12 anos, aparentemente filho ou sobrinho dum dos fugitivos.

Agora, a família do coitadinho vai avançar com um processo-crime, por homicídio, contra a GNR ou contra o autor do disparo fatídico.

Desculpem-me os leitores mais assíduos mas, hoje, apetece-me escrever sem paninhos quentes sobre aquelas palavras susceptíveis de causar algum incómodo, para dizer que esta situação é totalmente inadmissível.

Então esse filho duma grande puta leva o filho, ou sobrinho, ou o caralho que o foda, para um assalto ou para o meio duma perseguição policial e ainda se vem queixar que a criatura levou com um balázio nos cornos?

Não sei, sequer, se tenho pena da criança, já que um miúdo de 12 anos já sabe, perfeitamente, o que é um assalto, o que é fugir à polícia e diferenciar o bem do mal.

Tenho pena, isso sim, que a polícia continue a seguir à risca os conselhos do ministério que a tutela, no que toca à poupança nacional, e evite gastar mais balas, porque os dois adultos é que deviam ter levado com os balázios.

E não entendo como é que o advogado de defesa tem a lata de dizer que a desobediência, à ordem de paragem, não terá posto em risco a vida do militar do polícia, que se atirou para o lado para não ser abalroado pela carrinha em fuga.

Fodasse! Então, na opinião deste senhor advogado, o polícia deveria ter ficado ali especado, numa de fazer uma grandiosa pega de caras, para, à posteriori e, certamente, à post mortem, se poder dizer, sem margem para dúvida, que a desobediência tinha posto em perigo a vida do agente da autoridade.

E quer-me parecer que, a serem verdade todas as informações veiculadas pela comunicação social, o senhor advogado devia era pensar num processo-crime, contra o cabrão que levou a criança para semelhantes situações, por homicídio resultante de negligência e cretinice nata no que respeita ao cuidado e acompanhamento dum menor.

Aliás, o senhor advogado devia era pensar duas vezes antes de tentar defender um filho da puta que, sabe-se agora, é um evadido duma qualquer prisão cá do burgo e apresentou-se em tribunal com um bilhete de identidade falso, tendo, novamente, conseguido fugir, uma vez mais, às autoridades, que só aperceberam da sua verdadeira identidade depois do boi ter saído das instalações do tribunal.

O mais ridículo, no meio desta salganhada merdosa e vergonhosa, é que o desgraçado do militar da GNR que efectuou os disparos foi constituído arguido e está com termo de identidade e residência.

Uma verdadeira, e aberrante, injustiça!

Calcinhas

Desde muito pequeno que sempre tive o bichinho dos carros e, depois de começar a guiar ao colo e aprender a meter mudanças, quer com a mão esquerda quer com a direita, comecei a guiar sozinho, lá por volta dos 11 ou 12 anos.

Na altura, o meu pai trabalhava para a Austin (entretanto extinta), o que levava a que, por vezes, aparecesse em casa com um “tanque de guerra” chamado Austin Cambridge (ou Morris Oxford), que, carinhosamente e vá-se lá saber porquê, apelidávamos de “Calcinhas”.

Uma carripana fabulosa, com uma chaparia à antiga, um motor a gasóleo cuja resistência demorava uma eternidade para aquecer, antes de ligar o carro, e um interior espartano, com um banco corrido à frente e uma porra dum volante que mais parecia um volante duma camioneta, tais eram suas dimensões desproporcionadas.


Obviamente que direcção assistida era coisa que não existia, o que obrigava a um esforço desmedido para virar o volante, e a caixa de quatro velocidades, sem qualquer tipo de sincronização, era dura como o raio que a parta mas excelente para aprender, na perfeição, a engrenar as mudanças com a chamada “dupla”.

Hoje em dia, depois de, por razões ligadas a empregos anteriores, ter guiado uma imensidão invejável de carros das mais diversas marcas, desde mais fracos a mais potentes, de gama baixa a gama altíssima, de descapotáveis a jipes, passando pelos monovolumes e por carros de competição, ainda relembro, com alguma nostalgia, o “Calcinhas”, especialmente quando me aparecem determinados imbecis pela frente, como o estafermo que quase me abalroou, logo pelo fresquinho da manhã, ao entrar, à matador, numa rotunda, sem olhar, sem abrandar e a cagar-se para quem já circulava dentro da referida.

Esse cabresto, ao volante da sua linda Ford Focus SW, novinha em folha, pode dar graças a Deus por eu não ir ao volante do “Calcinhas” porque, sem duvida nenhuma, teria levado um suave encosto, suficiente para lhe desfazer toda a lateral do carro.

O “Calcinhas”, esse, talvez ficasse com uns riscos ou uma pequena mossa no pára-choques, e eu ficaria, sem duvida alguma, a rir que nem um perdido com a situação.

Natação olímpica

Sem grande stress, vou acompanhando, quando tal se proporciona, os Jogos Olímpicos 2008 e é interessante verificar como diversos recordes, nomeadamente no que toca à natação, têm sido pulverizados.

E situações há que merecem destaque, como a final dos 4x100 livres, e a prestação, verdadeiramente espectacular, de Michael Phelps e seus compinchas, especialmente aquele que fez o ultimo percurso, lado a lado com o nadador da equipa da França, e que, num derradeiro esforço, proporcionou a vitória americana por escassos centésimos de segundo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Novas prisões

Há, pelos vistos, mais populaça a cumprir pena de prisão fora dos estabelecimentos prisionais do que lá dentro, ou porque estão em liberdade condicional, com pulseira electrónica, a fazer trabalho comunitário ou a gozar de pena ou processo suspensos.

O que é certo que muita da escumalha que deveria estar a ver o dia atrás das grades está cá fora a privar com o resto da populaça, como se não tivessem feito nada.

Dizem os carolas que estas penas não privativas da liberdade permitem ao Estado poupar recursos e ao infractor pagar a dívida à sociedade, estando a trabalhar e inserido na família.

Pagar a dívida à sociedade? Ora que essa! Então o que é que pénis eu e a maioria da populaça andamos a fazer, se tudo o que fazemos é, precisamente, trabalhar e estarmos inseridos numa família?

O timming perfeito

As praias da Costa da Caparica estão, desde hoje, a ser alvo de obras de requalificação que têm como objectivo a reposição de cerca de um milhão de metros cúbicos de areia, algo que deverá custar qualquer coisa como 5,8 milhões de euros.

Como se já não chegassem as obras do programa Polis, que, pelos vistos, têm trazido o caos e grandes nuvens de poeira à zona das praias, e tendo em conta que estamos em plena época estival, e que a Costa é o destino privilegiado duma porrada de populaça, a escolha para a altura de executar estes trabalhos não poderia ter sido melhor.

E cá estaremos para ver o que vai acontecer ao milhão de metros cúbicos de areia quando chegar a época das marés vivas…

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Coincidências entre vegetais, frutas e o corpo humano

Na natureza há coisas interessantes, tais como as coincidências abaixo descritas:

O corte vertical duma cenoura mostra que uma fatia desta parece um olho humano
A pupila, íris e linhas sulcadas são semelhantes ao olho humano e a ciência mostra que a cenoura fortalece a circulação sanguínea e o funcionamento dos olhos.

Um tomate tem quatro câmaras e é vermelho, à semelhança do coração humano.
A investigação mostra que o tomate é, de facto, um alimento puro para o coração e para circulação sanguínea.

As uvas crescem em cachos que têm a forma dum coração.
Cada uva assemelha-se a uma célula sanguínea e as investigações dos peritos nestas matérias dizem que as uvas são, também, um alimento profundamente vitalizador para o coração e sangue.

Uma noz parece um pequeno cérebro, com hemisférios esquerdo e direito, cerebelos superiores e inferiores, e até as rugas e folhos de uma noz são semelhantes ao neo-cortex.
Sabe-se que as nozes ajudam a desenvolver mais de 3 dúzias de transmissores neurológicos para o funcionamento do cérebro.

Os feijões curam e ajudam a manter a função renal e são exactamente idênticos aos rins humanos.


Os aipos, e outros, são idênticos a ossos e levam ao seu fortalecimento.
Os ossos são compostos por 23% de sódio e estes alimentos têm 23% de sódio.



Beringelas, abacates e peras ajudam à saúde e ao funcionamento do ventre e do cervix feminino e são parecidos com este órgão feminino.
As investigações mostram que quando uma mulher come um abacate por semana, equilibra as hormonas, não acumula gordura indesejada na gravidez e previne cancros cervicais.
Além disso, coincidência das coincidências, demora 9 meses de cultivo para que um abacate passe de flor a fruta.

Os figos crescem pendurados aos pares e estão cheios de sementes.
Paralelamente, os figos aumentam a mobilidade e o número de espermatozóides do esperma masculino, assim como ajudam a ultrapassar a esterilidade masculina.

As batatas-doces são idênticas ao pâncreas e, de facto, equilibram o índice de glicemia dos diabéticos.



As azeitonas ajudam a saúde e funcionamento dos ovários.



Toranjas, laranjas e outros citrinos assemelham-se a glândulas mamárias femininas e realmente ajudam à saúde das mamas e à circulação linfática, dentro e fora das mesmas.

As cebolas parecem células do corpo.A investigação actual mostra que a cebola ajuda a limpar materiais excedentes de todas as células corporais.


Nota - Também publicado no Traquina e Irrequieta

O espaço de Cavaco Silva

O estimado Presidente da República decidiu ser original, em relação aos seus antecessores, e ordenou a interdição do espaço aéreo na zona de Albufeira.

Entende-se que o estimado PR queira descansar, uma vez que, afinal de contas, descanso é coisa de que toda a populaça gosta, seja lá quem trabalhe mais, menos ou mesmo aqueles que não fazem a ponta dum pénis.

Não se entende, no entanto, mais esta treta do Presidente, eventualmente comum por parte de outros estadistas mas descabida cá no burgo, onde os abutres das fotografias para as revistas cor-de-rosa preferem alguém com mais notoriedade e visibilidade, como um qualquer jogador de futebol ou alguma daquelas figuras ditas VIP, mas que ninguém conhece.

E se a razão for relacionada com segurança, passa, igualmente, a desculpa esfarrapada, já que a insegurança começa nas dependências bancárias e os raptos, a graúdos ou crianças, muito raramente se fazem pelo ar, pelo menos na nossa parca realidade nacional, bem afastada das séries televisivas tipo 24 ou Prision Break.

A nacionalidade dos cabrestos

Em jeito de adenda ao post “Poupança desnecessária”, uma breve nota sobre a nacionalidade dos dois borregos…

Desde logo, foi noticiado que os larápios eram brasileiros e diversas vozes, por esse burgo fora, elevaram-se contra esta gente que vem para cá inundar-nos com o raio do sotaque vindo do lado de lá do Atlântico.

Penso que nem tanto ao mar nem tanto à terra, já que existem, com certeza, brasileiros honestos a trabalhar cá no burgo, devidamente legalizados, com as contribuições em dia e a fazer mais pela nossa sociedade do que muita merda que por aí anda, tal como tantos outros oriundos de outros países.

Se os dois broncos fossem, de raiz, cá do burgo, seriam considerados, somente, como duas bestas e não como duas bestas escorraçadas que vieram lá de fora.

O problema levanta-se quando vemos que qualquer um entra neste país, legalizado ou não, com cadastro ou não, com trabalho ou não, sem que ninguém lhe pergunte nada e, com a fraca qualidade de vida e o desemprego existente, este excesso de população, mais cedo ou mais tarde, teria que começar a causar sérios problemas que, diga-se de passagem, ainda agora começaram.

Poupança desnecessária

Ontem, o burgo “assistiu”, em directo, a uma situação de assalto à mão armada, com reféns à mistura, na dependência do BES da Rua Marquês da Fronteira.

Digo “assistiu” porque, ao longo de largas horas, não se passou nada e a populaça só teve direito a ver algumas movimentações de elementos e viaturas policiais, enquanto, nos diversos telejornais, os “pivots” dissertavam sobre o assunto.

Quem estivesse a ver a SIC, talvez se tenha apercebido da “gaffe” – nada preocupante, porque acontece aos melhores com o nervoso miudinho dum directo tão excepcional - de Rodrigo Guedes de Carvalho, logo no início da conversa com Moita Flores, quando lhe escapou, boca fora, qualquer coisa como “cidadões” em vez de cidadãos.

Resumindo a longa tarde/noite, os dois larápios barricaram-se dentro do banco com dois reféns, devidamente manietados, até que decidiram armar ao pingarelho, tipo demonstração de força, e puseram-se, com os reféns a servirem de escudo humano, à porta do estabelecimento.

Face à situação de perigo de vida dos reféns, a policia avançou e um dos “snipers” enfiou um balázio nos cornos dum dos sequestradores, libertando, de imediato um, neste caso uma, dos reféns.

Faltou pontaria para o outro anormal, que recuou, com o respectivo refém, quando viu o companheiro de aventura cair, redondo, no chão, ou, digo eu, que sou totalmente leigo na matéria, que tivessem sido efectuados disparos por dois “snipers” ao mesmíssimo tempo, de modo a mandar para o pénis os dois gatunos, já que, aparentemente, ambos se encontravam em perfeita linha de fogo.

Ora, muito provavelmente, os coordenadores da espectacular acção policial, levada a cabo de uma forma exemplar pelos efectivos envolvidos, lembraram-se que os manuais de estudo aconselham a tentar tudo por tudo para que as coisas sejam resolvidas a bom porto, sem tiros nem sangue, e que o país está numa de poupança.

Vai daí, decidiram poupar balas e a vida do segundo cabresto, que devia ter ido, também, desta para melhor, em vez de ficar a ocupar uma cama de hospital, porventura necessária para outros pacientes e que tanto dinheiro custa aos contribuintes, nomeadamente a mim, ao leitor do Sempre a Produzir e aos dois reféns, que devem ter passado pelo susto da vida deles graças ao imbecil.