terça-feira, 31 de julho de 2007

Semprer a aprender

Algures em Lisboa, uma da tarde.

Uma velhinha vasculha, ansiosa e desesperadamente, a mala que leva a tiracolo, em busca dum qualquer artefacto perdido no meio da quantidade imensa de tralha.

O marido, tão velhinho quanto a velhinha, assiste à comédia, impávido e sereno, até a sua paciência se esgotar.

Findo o tempo, considerado minimamente normal, para a árdua tarefa de encontrar o tal artefacto, o velhinho não se fez rogado, agarrou na sacola e despejou o seu conteúdo no passeio, perante o olhar incrédulo da velhinha.

Não ouvi a conversa entre os dois, mas imagino qualquer coisa como “assim, sim! Assim é mais fácil e quatro olhos vêm melhor que dois.”

Um exemplo das coisas simples da vida.

Coisas da cria

Pela calada do verão

Se calhar estou enganado e interpretei mal determinadas afirmações feitas por determinados candidatos aquando da campanha para as intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa, mas quer-me parecer que os candidatos Helena Roseta e José Sá Fernandes eram daqueles que asseguravam, com toda a veemência e convicção, que alianças com António Costa estavam fora de questão.

Parece que, afinal, a coisa não era bem assim e o novo presidente da câmara já anda a tentar umas negociatas com vista à obtenção da maioria, o que é de estranhar, no caso de Sá Fernandes, que sempre foi fiel às suas convicções e nunca mostrou sinais de afrouxamento face a inúmeros assuntos camarários, mas perfeitamente normal no caso de Helena Roseta, que já demonstrou, no passado, a sua capacidade de adaptação à mudança repentina de ares, consoante as exigências do momento.

Pena é que a populaça tenha memória curta e que não se aperceba das manobras de bastidores que os políticos vão fazendo durante a época estival, aproveitando que Lisboa está deserta e os poucos que restam andam mais preocupados com as férias que ainda têm para gozar do que, propriamente, com a política da câmara.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Função pública

O executivo do Sr. Sócrates, que é como quem diz o próprio do Sr. Sócrates, que reduzir o número de categorias profissionais da função pública e passar das actuais 1.470 para, somente, três.

Assim, o funcionalismo público cá do burgo passará, caso as intenções venham a ser aprovadas, a contar com as categorias de Técnico Superior, Assistente Técnico e Assistente Operacional.

A ideia de reduzir o número de categorias, ou carreiras, como também são designadas, até parece ter alguma lógica, quanto mais não seja aquela de conseguir uma estrutura menos pesada e burocratizante.

No entanto, e face ao número de categorias a aniquilar, não será um bocado exagero e não estará o Sr. Sócrates a querer meter o Rossio na Betesga?

Ingmar Bergman

Aos 89 anos de idade, morreu um dos maiores cineastas de todos os tempos.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Lido noutros blogs

- A entrevista do Sócrates, no We Have Kaos In The Garden
- Os impostos vão baixar!, no Tomar Partido
- E, no entanto, sobrevivi…, no Pensamentos
- Independência vs inocência, n’O Bico de Gás
- O populismo sempre teve limites, no Lóbi
- Danos colaterais, no E-Jetamos

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Por uma vez,…

… sem excepção, estou de acordo com a Ministra da Educação.

Até rima e é bem verdade.

Os partidos da oposição, sejam eles de esquerda ou de direita, deviam era preocupar-se com outras questões, bem mais importantes para a vida da populaça, do que com a contratação de dez crianças para figurarem na apresentação do tal do Plano Tecnológico da Educação.

Ainda que se possa argumentar que esta contratação de figurantes, e outras eventuais que já tenham acontecido, possa ludibriar a percepção publica da governação, já que a populaça não sabe se quem está para ali a aplaudir o faz genuinamente, e porque apoia o executivo, ou porque foram pagos para isso, o pormenor torna-se completamente irrelevante, se levarmos em linha de conta o investimento de 400 milhões de euros e as medidas com que se propõem ajudar a populaça infantil no seu dia-a-dia escolar.

Alternativa, precisa-se

Manuel Alegre insurgiu-se contra o Sr. Sócrates, e a sua política do quero, posso e mando, ao mesmo tempo que denuncia o clima de suspeição e medo que se vive no seio do Partido Socialista.

É uma importante voz discordante no meio do aparelho socialista que deve levar a populaça rosa a meditar sobre alternativas à liderança do Sr. Sócrates e ao seu modo de fazer política e de conduzir o país.

Planeta em alerta

Já aqui tinha mencionado que a meteorologia mundial anda às avessas, mas as notícias mais recentes justificam a publicação de mais um post sobre o assunto e, sobretudo, o título do mesmo.
A populaça mundial parece ainda não ter acordado para o pesadelo que, segundo os especialistas na matéria, parece estar a preparar-se para as próximas décadas.

Acima de tudo, os responsáveis dos diversos países que compõem este mundo em que vivemos parecem estar-se um bocado nas tintas para o futuro do planeta, apesar das inúmeras reuniões e cimeiras sobre os mais diversos assuntos climatéricos e apesar das inúmeras propostas para colmatar o problema que, repito, se avizinha a uma velocidade assustadora.

Para provar que a tragédia, causada pela ganância humana, está a bater-nos à porta, os factos e números apresentados por este mundo fora não deixam margem para dúvidas e devem ser interpretados como um sério aviso à navegação.

- Grécia (Atenas) – 48ºC de máxima
- Roménia – 30 mortos numa semana, 12 num só dia
- Hungria – Cerca de 500 mortos no espaço de uma semana
- Reino Unido – As piores inundações dos últimos 60 anos e centenas de milhares de pessoas sem água potável.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Mais natalidade

O executivo do Sr. Sócrates anda fanático com as questões familiares e, depois de anunciar o aumento do abono de família, fala-se, agora, da possibilidade do alargamento do prolongamento da licença de maternidade para cinco meses, remunerados a 100%, em vez dos quatro, actualmente em vigor.

Medidas positivas, sem dúvida, mas cujo sucesso depende, em muitos casos, do nível de vida da populaça, uma vez que muitas mães optam por trabalhar logo que possível, sem aproveitar a totalidade da licença, para poderem dar às crias o conforto mínimo que estas merecem.