terça-feira, 5 de setembro de 2006

Provérbios VI

- Homem prevenido vale por dois
- Mais vale um pássaro na mão que dois a voar
- Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti
- Quem anda à chuva molha-se

Comércio Chinês

Recebi um mail onde são relatadas duas situações de rapto dentro de lojas chinesas, aquelas tão em voga em Portugal, uma em Águeda e outra em Aveiro.

De acordo com o texto do mail, duas jovens terão sido sequestradas no interior das lojas e já se encontravam em compartimentos adjacentes às mesmas, amarradas e amordaçadas, quando foram encontradas pela polícia.

Sinceramente, parece-me demais para ser verdade mas nunca se sabe e, se assim for, impõe-se uma maior, e mais apurada, fiscalização a este tipo de estabelecimentos comerciais.

Talvez valha a pena lembrar que, até há bem pouco tempo, uma grande parte da populaça gostava de ir, pelo menos de vez em quando, a um restaurante chinês comer os famosos crepes quando, de repente, apareceu uma destas fiscalizações que levou ao encerramento de muitos destes restaurantes devido às condições degradantes de higiene e segurança alimentar.
Quanto a mim, deixei de ir a restaurantes chineses (até porque o que era mais usual fechou e deu lugar a uma loja de roupa, também chinesa) e, pelo sim pelo não, já aconselhei a minha mulher a não fazer compras sozinha em lojas dos chinocas.

Steve Irwin

Famoso pelo modo como lidava com animais tão perigosos como são os crocodilos, e pelos programas televisivos que apresentava, morreu vítima duma picada duma raia.

Ainda recentemente, vimos um desses programas e comentámos sobre a audácia e a perícia, bem como o profundo conhecimento sobre estes animais e uma pequena dose de loucura, que seriam necessários para proporcionar ao mundo imagens tão raras e espectaculares.
Como grande apreciador de programas ligados ao reino animal e à natureza, não podia deixar de prestar a minha homenagem a este homem.
Morreu o “Caçador de Crocodilos”; fica o seu incomparável legado.

Saúde Nacional

A notícia de que uma criança de 6 anos, que sofreu queimaduras graves em 40% do corpo, teve que ser transferida do Porto para um hospital na Galiza, por não haver uma unidade de queimados pediátrica em Portugal, deixou-me incomodado e perplexo. E, tenho a certeza, não sou o único.
Como é que é possível que num país, dito desenvolvido, onde a saúde tem sido um dos temas fulcrais, deste e doutros governos anteriores, não existam condições que permitam tratar este tipo de situações?

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Nova etapa

Começou hoje uma nova etapa nas nossas vidas com a ida da cria para o infantário.

Ansiosa por novas aventuras, passou, como se nada fosse, numa boa e com o sorriso que a caracteriza, para os braços da educadora e deixou a mãe com a lágrima no canto do olho. Normal.

Quando nos metemos no carro, olhámos um para o outro… Sensação estranha, mas perfeitamente compreensível, esta que sentimos. Afinal de contas, a nossa filha vai passar o dia nos braços de uma pessoa que ainda nos é estranha e, afinal de contas, é a primeira vez que a minha mulher se vê longe da cria durante tanto tempo.

Quanto a mim, dou comigo a suspirar e a pensar no que é que pequena estará a fazer… Estará a dormir, a brincar com as rocas, a comer, a borrar a fralda e a empestar a sala dos bebés com aquele cheirinho divinal ou a dar cabo da audição das educadoras, com os berros estridentes por causa das duas dentolas já visíveis no centro do maxilar inferior?

Nota – Com tantas explicações e recomendações, calculámos mal o tempo da manhã e saímos atrasados do infantário para apanhar o comboio.
Senti um vazio, quando olhei pelo retrovisor e percebi que a cria não estava mas, por outro lado, recuperei aquela sensação de que a carrinha até curva bem quando não há preocupações com o pescoço da bebé.

Provérbios V

- Se não tens o que gostas, gosta do que tens
- Quem semeia ventos colhe tempestades
- Quem cala consente
- Contra factos não há argumentos

- Comer e coçar, o mal é começar

EOS

A avaliar pelas fotografias que me enviaram, o novo modelo da Volkswagen já foi adoptado pela Brigada de Trânsito da GNR.
Anda um gajo à nora, e a deitar contas à vida, para ver se consegue trocar de carripana e dá de caras com os bófias a curtir de cabeleiras ao vento, numa modesta viatura que, na versão mais básica, custa cerca de 33.500 euros.


Abençoados impostos!

Nota – Penso que é aconselhável o uso de capacetes, não vá algum indignado atirar-lhes com alguma merda mais pesada à cabeça.

sábado, 2 de setembro de 2006

Verdadeira solução

As altíssimas autoridades deste país estão determinadas em reduzir, de forma drástica, a sinistralidade nas nossas auto-estradas e encontraram a solução milagrosa: reduzir a velocidade máxima permitida nestas vias rodoviárias de 120 para 118 quilómetros por hora.

Dois míseros quilómetros que vão fazer a diferença ou que vão permitir passar mais multas, tantas vezes forçadas pelos senhores dos Subarus que persistem em provocar alguns pacíficos condutores ou, mais simplesmente, segui-los à distância até que, durante uma ultrapassagem, passem o limite de velocidade por breves segundos?

Ao olhar para o velocímetro analógico da nossa estimada viatura, cheguei à conclusão que vai ser uma grande porra para verificar a velocidade a que circulamos. Vou ter que andar sempre a fazer cálculos, porque aquela treta está graduada de 10 em 10 quilómetros.

Onde andas tu com a cabeça, ó rapazinho?

Fomos às compras e, claro, voltámos com os inevitáveis champôs para os longos e sedosos cabelos da minha mulher.

Passadas algumas horas ela entrou pelo quarto dentro a rir às gargalhadas e a pedir-me que fosse ver o frigorífico.

Então não é que enfiei os champôs dentro do frigorífico, juntamente com os iogurtes, os legumes e as carnes?
Será normal? Acho que vou escrever para os psicólogos da revista Maria a perguntar qual é a opinião deles.

Telenovelas

Numa destas noites fui encontrar a minha mulher absorta a ver o último episódio duma das novelas Brasileiras que passam na nossa televisão.

Coisa rara porque, cá em casa, este tipo de programação não faz parte das preferências familiares.

Sentei-me um bocado a fazer-lhe companhia e pude apreciar as actuações, intensas e magníficas, de actores sobejamente conhecidos, como Lima Duarte e Tony Ramos.

Actuações com “A” grande, desempenhadas por actores, também eles com “A” grande, que, com grande simplicidade e profissionalismo, vivem cada momento como se da vida real se tratasse. Fora de série!

Depois, cometemos o erro de mudar de canal e demos de caras com uma merda qualquer “made in Portugal”.

Actuações com “a” minúsculo, desempenhadas por actores com “a” ainda mais minúsculo que, pura e simplesmente, não conseguem, de uma maneira natural e minimamente convincente, dar vida aos papéis que desempenham. Uma verdadeira vergonha!