quarta-feira, 26 de julho de 2006

Um Alegre telefonema

Na sequência das notícias de ontem, que motivaram o meu post “Uma Alegre reforma”, o Diário de Notícias de hoje avança com a informação de que o secretário-geral do PS já telefonou ao deputado Alegre para lhe dar conta da sua solidariedade e revolta.
A ser verdade, será que o Eng. Sócrates também vai ligar para os largos milhares de pobres e míseros pensionistas numa demonstração de solidariedade?
Se assim for, o melhor é aderir a uma das operadoras de telecomunicações que praticam preços mais baixos do que a PT, senão a conta calada vai provocar uma enorme cratera no orçamento do estado e lá vamos nós, os contribuintes, levar com mais um aumento nos impostos.

terça-feira, 25 de julho de 2006

Mais um pobre coitado

De acordo com mais do que uma fonte, a conhecida Shakira depositou nas mãos do namorado, ou noivo, a sua fortuna pessoal, avaliada em mais de 60 milhões de euros.

Coitado do rapaz, tão jovem e já com a responsabilidade de gerir tamanha quantidade de notas, num mundo como o da música e do cinema que, como é sabido, é fértil em relações enganosas e pouco duradouras.
Põe-te a pau, meu. Mais dia, menos dia, vão-se começar a fazer apostas e, lá por seres um promissor advogado, o dólar fala sempre mais alto.

Uma Alegre reforma

A ser verdade, é um escândalo!

Numa altura em que o governo tanto fala sobre a Segurança Social e as parcas reformas da grande maioria da populaça, eis que surge a notícia de que o deputado Manuel Alegre vai receber uma reforma de mais de 3.000 euros por ter trabalhado durante uns meses na RDP.

E nem se lembrava, segundo diz. Só se lembrou da experiência que viveu na rádio do Estado quando recebeu uma carta, à laia de prenda pelos seus 70 anos, da Caixa Geral de Aposentações, dando conta de que tem 600 contos mensais, na moeda antiga, à sua espera. Que grande chatice!

Verdade seja dita, parece ser que o poeta só vai receber uns míseros 1.000 euros porque ainda é deputado e, devido a essa qualidade, só tem direito, pelo menos por enquanto, a 1/3 da dita reforma.

Digo por enquanto, porque resta saber como será quando deixar a política. Será que passa a receber como reformado do parlamento e como reformado da RDP? E, se for esse o caso, já pode passar a receber a totalidade dos tais 3.000 euros?

Em declarações que fez, nem sei bem se a um jornal ou a uma estação de televisão, o deputado ainda tem a lata de dizer que “como antigo preso político, tenho direito a uma pensão que nunca reclamei.”

Resta saber qual o valor da pensão dos presos políticos.

É esta a merda de país em que vivemos. Quem trabalha, árdua e honestamente, durante toda uma vida para ganhar o pão do dia-a-dia e para receber uma mísera reforma, ainda tem que alimentar esta vigarice pegada.
A ser verdade, resta saber quantos mais Manueis Alegres é que há neste país.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Divulgação

Para quem gosta de animais, especialmente canídeos, achei por bem divulgar o site da APCA – Associação de Protecção aos Cães Abandonados (Canil de São Pedro de Sintra):
Já fomos padrinhos de 3 cães e todos eles arranjaram um lar que os acolhesse. Aliás, o último, de sua graça Denver, foi viver para a Alemanha e, de acordo com as notícias mais recentes, está nas suas “7 quintas".

Crédito muito fácil

Ultimamente, somos bombardeados, em qualquer que seja o meio de comunicação, com uma série de anúncios que apelam ao dinheiro fácil.

São várias as empresas financeiras, algumas escudadas por instituições de maior porte e envergadura, que nos aliciam ao crédito para que possamos ter aquelas férias de sonho ou as tão desejadas obras em casa.

Com a crise que reina no país e as taxas de juro a subirem constantemente, pergunto-me se haverá muita gente a cair nesta armadilha.

Aliás, segundo consta, há já pessoas a recorrerem a este tipo de crédito para solucionarem a falta de pagamento de outras prestações anteriores.
Será que não percebem que estão a cavar um buraco cada vez maior?

Sinais dos tempos

Algures na semana passada, vindo eu pacatamente no comboio, agarrei um jornal e dei de caras com uma notícia sobre violência doméstica.

Não me lembro se a notícia reflectia o que se passa no nosso país ou se comentava números além fronteiras, o que também não é de grande importância já que, mais tarde ou mais cedo e como é normal na nossa história recente, as modas estrangeiras acabam por pegar em Portugal.

O que me chamou à atenção foi o facto da violência doméstica já não ser o que era, fruto da emancipação feminina.

Hoje em dia, as moçoilas arreiam nos moços como gente grande e por dá cá aquela palha.

Um gajo quer beber uma cervejola ou ir sair com os amigos mas, se não houver consenso, ela puxa da culatra atrás e toma lá porrada!
Consenso é coisa que não falta lá em casa e, graças a Deus, não tenho desses problemas, mas penso no que diriam os machos do tempo dos nossos avós ou no que dizem alguns homens que ainda pensam à moda antiga.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Filha, mãe e pai

Isto de ser pai tem muito que se lhe diga...

Desde já, e apesar da minha filha ainda ter só quatro meses, noto em mim uma predisposição para fazer o que, penso eu, todos os pais fazem: dar muito mimo e satisfazer muitas (leia-se algumas) das vontades e caprichos da criatura.

Apesar de não esperar nada em troca, fico emocionado, contente e feliz cada vez que a criança esboça um sorriso ou emite uma espécie de grunhido, como quem está a agradecer todos e cada momento que lhe proporcionamos em família.

De momento, acho que é, realmente, a melhor maneira que tem para demonstrar o sentimento que lhe vai na alma em relação aos pais.

Tenho consciência que, com o correr dos anos, muita coisa vai mudar e a cria vai desenvolver, espero que com sabedoria, a sua própria maneira de ser e de analisar o mundo que a rodeia.

Obviamente, o sentimento actual que tem em relação à mãe e a mim também se vai alterar.

Toda esta prosa para dizer que espero que a minha filha cresça saudável e com uma mente sã, e que não faça o mesmo que a anormal da fotografia.
Senão, o que é que irá dizer em relação ao pai?

A propósito... Foda não leva acento, sua ignorante!

terça-feira, 18 de julho de 2006

O tempo vai passando

É incrível a rapidez com que o tempo passa.

Há uns tempos atrás, comentei que um determinado dia tinha sido o dia mais feliz da minha vida.

A caminho dos quatro meses, a pimpolha cresce a olhos vistos, cheia de energia, atenta e curiosa em relação a tudo o que a rodeia e a palrar como "gente grande".

Cada dia que passa traz novas situações e novas surpresas.

Cada dia que passa é do mais gratificante que se possa imaginar!

Pura demagogia

Apesar de estar algo (pouco) envolvido, não gosto de política nem de "politiquices".
Há, no entanto, certas conductas facciosas e perfeitamente anormais que me deixam melindrado e danado.
Política não é só o que, diariamente, nos é dado a conhecer nos espaços informativos das televisões; Política é, também e sobretudo, o que se passa (e que, muitas vezes, não vemos) no dia-a-dia da sociedade.
Política e "politiquices" é o que se passa, por exemplo, em algumas empresas públicas.
As mudanças de governo e de gestão nas câmaras municipais levam, na maioria das vezes, a profundas alterações e à apresentação de novas caras nos conselhos de administração.
Honestamente, claro está que, se fôsse comigo, também eu iria querer estar rodeado de pessoas da minha confiança, mas teriam que ser pessoas trabalhadoras, despachadas e pouco burocráticas, capazes de demonstrar que, apesar das diferentes cores políticas, todos os elementos duma empresa conseguem remar na mesma direcção.
Infelizmente, nem sempre isto acontece; Em muitos casos, talvez demais, assistimos à derrocada de todo um trabalho feito anteriormente, fruto duma política baseada no "encosta e põe na prateleira".
De há uns anos a esta parte, fala-se muito em "jobs for the boys".
Que sejam, ao menos, "boys and girls" competentes!

terça-feira, 4 de julho de 2006

A propósito do Mundial

Mesmo para quem, como eu, não liga muito a futebol, o Campeonato do Mundo da modalidade não passa despercebido.

Além do típico colorido em que o país mergulhou e das horas a fio que os diversos canais televisivos dedicam ao tema, por vezes com reportagens que não lembram ao diabo e que pouco têm a ver com o evento, a própria sociedade uniu-se à volta do denominador comúm que é a selecção Portuguesa.

Quanto a mim, apesar de não ligar muito, gosto de ver bom futebol e o campeonato é sempre uma boa oportunidade para o fazer.
No entanto, e como não aderi à SportTv, só tenho direito a ver alguns jogos, nomeadamente os da selecção Nacional.

Tenho visto que o fanatismo tem vindo a crescer à volta desta selecção. O país pára cada vez que os jogadores entram em campo e, como não podia deixar de ser, as celebrações têm sido cada vez mais entusiásticas e efusivas, chegando ao ponto de vermos mulheres totalmente nuas penduradas nas janelas dos automóveis que circulam à volta do Marquês de Pombal.

Se Portugal ganhar o campeonato, e acredito que tem potencial para o conseguir, o que é que vai acontecer ao nosso país?

Duas coisas posso garantir:

Primeiro: não me vão ver agarrado à bandeira, nem cheio de cachecois, a celebrar no meio da multidão.
Isto porque não gosto muito desses números com milhares de pessoas confinadas a espaços mais ou menos exíguos, sejam eles fechados ou ao ar livre.

Segundo: nem pensem que vão ver a minha mulher e/ou a minha filha a celebrar, seja o que fôr, tal e qual como vieram ao mundo!