sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Freeport, Sócrates e afins - 02

Diz mais um ditado popular que “quem não deve não teme”.

No entanto, o gabinete do Sr. Sócrates na sede do Partido Socialista já se apressou a enviar um E-Mail aos militantes a defender o primeiro-ministro no caso Freeport.

Segundo parece, uma coisa simples, já que se limitam a transcrever o comunicado da Procuradoria-Geral da República, chamando, no entanto, a atenção para o ponto sete do mesmo, onde se diz que não há suspeitas fundadas.

Fica, entretanto, uma nota importante a reter… Segundo o chefe de gabinete do Sr. Sócrates, André Figueiredo, esta mensagem electrónica insere-se na prática habitual do PS de enviar, diariamente, informação aos militantes.

O diariamente deve ser para rir, penso eu.

Prioridades

Carmona Rodrigues é vereador e já foi Presidente da Câmara.

Sabe, com certeza, que a crise em que vivemos afecta a populaça e a cidade de Lisboa, e que há muito que fazer para andar com a capital para a frente.

Carmona Rodrigues devia ter a consciência de que quem votou no seu nome para vereador está à espera de empenho, motivação e de alguém que vista a camisola do projecto que diz que abraçou.

Em vez disso, suspendeu o mandato, por um mês, para ir brincar ao todo-o-terreno lá para terras do continente asiático.

Será que o caro(a) leitor(a) também pode suspender o seu dia-a-dia normal de trabalho para fazer uma coisa destas ou algo semelhante?

Devia, ao menos, ter metido o mês de férias, por uma questão de hombridade pessoal, laboral e política.

Freeport, Sócrates e afins - 01

A novela Freeport promete ser longa mas fértil em episódios, mais ou menos bombásticos e/ou credíveis, capazes de manter a populaça cá do burgo entretida.

Independentemente das bacoradas, mais ou menos divertidas, do tio do Sr. Sócrates, do paradeiro do filho do tio, da capacidade de gesticulação do tal Charles Smith, da empresa não sei quantas, que só durou meia dúzia de meses, do valor que o tio gastou em automóveis e das off-shores ligadas a toda esta salganhada, uma coisa é certa… O Sr. José Sócrates, digníssimo primeiro-ministro deste pequeno burgo, vê o seu nome envolvido em mais um caso com contornos muito pouco claros.

Ainda que a procuradora-geral adjunta, Cândida Almeida, tenha dito que o caso Freeport não tem arguidos mas, sim, vários suspeitos, a verdade é que o nome de Sócrates está metido lá no meio, o que não abona nada em favor do líder socialista nem, sobretudo, à credibilidade desta bosta de país.

Falando de influências, é interessante ou, se assim lhe quiserem adjectivar, “engraçado”, verificar que Cândida Almeida refere que o nome do primeiro-ministro aparece no processo, onde há suspeitos, mas que Sócrates não está a ser investigado (?) …

Então o nome consta do processo mas “não tem direito” a ser investigado?

Diz o velho ditado que “não há fumo sem fogo” e a verdade é que o Sr. Sócrates já se viu na necessidade de, por duas vezes num curto espaço de tempo, vir dar “justificações” à populaça, ainda que não tenha dito nada de novo nem de esclarecedor, à semelhança do comunicado da Procuradoria-geral da República atrás do qual se escudou, e, diz um outro ditado popular, “quem tem cu tem medo”.

Recorrendo, graças, certamente, ao acordo ortográfico, à utilização abusiva duma nova palavra – insídia –, em substituição da já cansada cabala, o Sr. Sócrates repudiou as notícias e voltou a afirmar que não é assim que o mandam abaixo e que não se coloca na posição de suspeito.

Insídia ou não, o nome de Sócrates está na baila e, ainda que se diga por aí que a política deve estar dissociada das investigações judiciais, a realidade é que estamos em ano de eleições e seria interessante ouvir, por parte dos partidos políticos, mais do que meras desculpas para não comentar as afirmações do Sr. Sócrates e o seu eventual envolvimento no caso Freeport.

Bettencourt Resendes diz que “é importante que a investigação ao caso Freeport termine rapidamente, de forma a que os portugueses tenham todos os elementos para poderem julgar as pessoas que se apresentam às urnas nas eleições deste ano”.

Ou seja, é da maior importância saber o que os partidos políticos têm a dizer e, sobretudo, não se deve dissociar a justiça do poder exercido num qualquer cargo político.

Insídia ou não, e coisa extremamente rara, dou razão ao comunista que deu a cara pelo partido da foice e do martelo, António Filipe, quando diz que espera que o caso Freeport não seja aproveitado para uma acção promocional de vitimização da figura do Sr. Sócrates.

É que, se assim for, ainda nos arriscamos a levar com mais quatro anos de merda absoluta socialista.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Três minutos e meio de espectáculo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Negociata afiada

Parece ser que alguns refeitórios dos estabelecimentos prisionais cá do burgo têm canivetes para venda aos reclusos.

Alberto Costa, o digníssimo ministro da Justiça, sobre cuja alçada recai a Direcção-geral dos Serviços Prisionais, diz que não lhe compete tratar desses assuntos e que deposita toda a confiança na competência, conhecimento e inteligência com que a DGSP está a lidar com este tema.

Ou o ministro conhece o fornecedor das naifas, ou não acompanhou certas séries televisivas como, por exemplo, a “Prision Break”, ou, então, parece-me que está a ser um bocado optimista demais em relação a factos mais do que óbvios.

Diz um alto carola do Corpo da Guarda Prisional que quando, no decorrer de buscas aos reclusos, é encontrado algum tipo de material cortante ou perfurante, as autoridades prisionais têm obrigação de o apreender, da mesma maneira que a utilização de talheres de metal nos refeitórios, onde há uma maior concentração de reclusos, pode significar graves problemas no que toca à segurança dos próprios reclusos e dos guardas.

Diz o carola e, digo eu, com toda a razão!

Não é preciso ser nenhum doutorado, seja em que matéria for, para perceber os factos e a realidade.

Basta dois dedos de testa e alguma lógica do dia-a-dia para perceber que esta história é uma verdadeira imbecilidade!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Top Secret

Esteve no segredo dum qualquer dossier em posse do FBI, da CIA ou da Polícia Judiciária, mas, finalmente, foi publicada a fotografia dos passarocos que provocaram a falha nos motores do tal avião que amarou no Rio Hudson.

A guerra em Gaza - 04

A guerra acabou, Israel retirou, há tréguas assinadas ou por assinar, há uma paz aparente na região.

No entanto, há notícias a circular que dão conta da intenção do Hamas em continuar a armar-se e desenvolver capacidades militares.

De acordo com um matutino cá do burgo, o representante do Hamas em Beirute afirmou que “nem os porta-aviões, nem a vigilância aérea e marítima podem impedir o Hamas de ter armas ou introduzir armas na Faixa de Gaza” e que “independentemente das medidas tomadas, o Hamas não vai capitular e vai continuar a comprar armas para servir a resistência.”

Tendo em conta estas declarações, que espelham bem a hipocrisia e a mentalidade destes filhos da puta coitadinhos, o mais natural é que, mais cedo ou mais tarde, Israel leve com um rocket e, nessa altura, a resposta deverá ser substancialmente mais severa e sem qualquer tipo de contemplações, nem mesmo as três horas para o período do almoço, sob pena de voltarem a este vira o disco e toca o mesmo.

Guantanamo

Portugal foi dos primeiros países da UE, senão o primeiro, a responder favoravelmente, em Dezembro passado, a uma série de contactos feitos pela anterior administração norte-americana, junto de países europeus, para saber da sua disponibilidade para receber prisioneiros da célebre prisão de Guantanamo.

Afinal, parece que o que andam por aí a dizer, já há algum tempo a esta parte, sobre as prisões cá do burgo não corresponde, minimamente, à verdade.

Esta deve ser a conclusão a que a populaça deve chegar quando ouvimos o estimado ministro Luís Amado dizer que este pacato burgo está de portas abertas para receber prisioneiros vindos de Guantanamo, quando esta prisão fechar as portas, o que contradiz as notícias, que normalmente vêm a público, dando conta de jaulas sobrelotadas.

Os leitores mais informados dirão que este Vosso interlocutor está a leste do paraíso e que não é suposto essa gentalha ir para uma prisão cá do burgo, mas sim para serem integrados na sociedade.

Fecunde-se, que é pior a emenda que o soneto, digo eu, porque a verdade é que já cá temos merda a mais, senhor ministro, e essa coisa de sermos uns porreiros, pá, tem limites!

Momento lúdico VIII

O marido está na cozinha, a fritar um ovo, quando a sua mulher chega e desata aos gritos, feita louca:

PÕE MAIS ÓLEO! PÕE MAIS ÓÓÓÓÓLEOOOO!!! NÃO VÊS QUE VAI COLAR AO FUUUUUUNDO?
CUIDADO!!! VIRA, VIRA, ANDA VIRA... RÁÁÁÁPIDO!!! VAI, CUIDADO! CUIDADO, QUE VAI ESPIRRAR...!
PARECE QUE É LOUCO. ISSO VAI ENTORNAR...
AI, MEU DEUS! QUE DESAJEITADO! O SAL, HOMEM, O SAL! NÃO ESQUEÇAS O SAAAAAALLL!!!


O homem, trémulo, transtornado e irritado com os berros da mulher, pergunta-lhe:

Qual é a razão da gritaria, porra? Achas que eu não sei fritar um ovo?

A mulher, com toda a calma do mundo, responde-lhe:

Não é nada de especial, meu amor. É só para teres uma ideia do que fazes comigo, e pelo que eu passo, quando vou eu a conduzir.”

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Às quatro da matina

Sei que muitos dos prezados leitores do Sempre a Produzir vão achar que sou doido da carola, mas a verdade é que, normalmente, acordo a meio da noite para comer umas bolachas e beber um copo de leite.

É, digamos assim, uma rotina que já dura há anos.

Esta noite não foi excepção mas teve uma nova e inesperada componente…

Estava eu a emborcar o copo de leite quando, de repente, dou de caras com a pequena cria que, àquela hora, com um sorriso e um brilho nos olhos que denunciavam uma frescura matinal invejável, corre para os meus braços com um “Bom dia, papá! A minha chucha?