sexta-feira, 28 de novembro de 2008

As nossas prestações na Europa – 05

Sporting 2 – Barcelona 5

Aquilo parecia o Brasil – Portugal e o Barcelona teve que desacelerar para não enfiar mais uns quanto na baliza da equipa cá do burgo.

Acresce a curiosidade que, num jogo em que foram marcados sete golos, a equipa que perdeu marcou quatro.

Fenerbahçe 1 – Porto 2

Sem grandes histórias, com mais ou menos dificuldade, o Porto continua a ser a única equipa lusa com capacidades de manter um lugar na Europa.

Braga 2 – Wolfsburgo 3

Mais uma vez, o Braga fez tudo bem, conseguiu surpreender tudo e todos e claudicou ao quarto minuto do período de descontos.

Falta de experiência, pouca sorte ou ingenuidade? Seja qual for o motivo, a equipa bracarense não merecia tal desígnio.

Olympiakos 5 – Benfica 1

O resultado podia ter sido pior, melhor ou nem por isso, mas a verdade é que não jogam a ponta dum pénis.

Numa palavra, este terceiro pior resultado de sempre do Benfica nas competições europeias foi, simplesmente, vergonhoso!

Cinco anos

28 de Novembro de 2003…

Lembro-me como se fosse hoje, quando, num acesso de loucura, misturado com alguma angústia e muita vontade de mudar a nossa vida, te levei a casa da tua mãe, para meteres meia dúzia de tarecos num saco e saíres de casa.

Esse fim de tarde mudou a nossa vida e foi o princípio duma vida a dois – agora, a três – que queremos que perdure por muitos e longos anos.

Hoje celebramos cinco anos de felicidade, vividos intensamente e repletos de coisas boas que dão sentido à nossa vida.

Que venham muitos mais, com a mesma vontade, a mesma força, a mesma alegria de viver e o amor que nos une.

Para ti, minha querida mulher, um beijo delicioso de Parabéns por este dia tão especial.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Assino já!

Andam, por aí, vários médicos pediatras a promover o movimento "Em Defesa dos Hospitais Pediátricos no País" e um segundo abaixo-assinado, no qual apelam à construção, em Lisboa, de uma unidade de saúde só para pequenas criaturas.

O novo movimento é lançado hoje, em Lisboa, e tem como objectivo primordial manter a autonomia do Hospital Dona Estefânia, melhorando as actuais condições desta unidade hospitalar especializada.

Este novo movimento volta a insistir, depois da entrega, em Outubro, de 76.000 assinaturas ao Presidente da República, na necessidade da independência do hospital pediátrico, em vez da sua integração num hospital de adultos, ao contrário do que defende a Ministra da Saúde.

Diz a senhora que “a bem da saúde da criança é muito importante que um hospital de pediatria esteja, hoje, ao nível de um hospital geral, com um serviço de qualidade, bem identificado, atendimento à criança como um serviço completamente isolado e separado dos adultos, mas em que os profissionais possam partilhar algumas áreas.

Diz um dos grandes carolas em pediatria cá do burgo, o Professor Gentil Martins, que se pretende um hospital novo, ultra moderno, autónomo e que se situe ao lado dum hospital de adultos, já que há toda a vantagem em existir uma intercomunicação fácil, não querendo isto dizer que a pediatria esteja misturada com os adultos.

Num passado recente, por razões totalmente diferentes, recorremos aos serviços do Dona Estefânia e aos serviços de pediatria do Amadora-Sintra, ambos com um atendimento impecável e relativamente célere.

No entanto, a experiência vivida no Amadora-Sintra mostra bem o que se pretende com a existência de unidades de pediatria separadas dos hospitais, digamos, gerais, ao contrário do que defende a senhora ministra com essa história dos profissionais poderem partilhar algumas áreas.

Além disso, e mais este aparte, por alguma razão os profissionais pediátricos enveredaram por essa vertente da medicina, em vez de seguirem clínica geral.

Voltando aos serviços hospitalares, ainda que existam, no Amadora-Sintra, uma entrada, uma sala de espera e gabinetes de consulta perfeitamente diferenciados, tudo decorado a preceito para manter os mais pequenos no seu ambiente, a pequena cria viu-se encaminhada para a ala dos adultos na hora de lhe coser a queixola, numa clara situação da tal partilha de algumas áreas.

Aí, tudo se modificou e, ainda que acompanhada pelos pais, a criança deu de caras com um ambiente que, por vezes, até a nós, adultos, pode fazer alguma confusão ao espírito.

Basta referir que, na sala de espera para a micro cirurgia, havia um jovem com uma ligadura totalmente ensanguentada a envolver-lhe a carola, um senhor de meia idade com um pé inchado que mais parecia um melão, duas velhas a gemer com dores físicas e psicológicas e um gajo que, cada vez que tossia, deitava cá para fora, para dentro dum recipiente mas à vista de todos, umas bostas amareladas raiadas de encarnado.

No meio daquilo tudo, nós, os pais, a tentar desviar, com custo, a atenção da pequena cria que não desviava o olhar da cabeça ensanguentada e que se punha a gritar “Olha! Olha!” cada vez que o mancebo do lado escarrava.

E se aquela merda, a mim, que nem sou nada impressionável com estas coisas, me incomodava, imagino o que é estaria a passar pela cabeça duma criança de dois anos e meio, altura em que atravessam uma daquelas fases ávidas de curiosidade e respostas.

Acredito que a experiência da pseudo sutura podia ter sido muito mais agradável, especialmente para a Joana, se não tivesse que estar à espera da sua vez no meio dum ambiente daqueles e considero que o tal movimento tem toda a razão e que existem, efectivamente, situações em que é de toda a conveniência, e tem toda a lógica, que exista uma separação cabal entre pequenas criaturas e os adultos.

Nem quero imaginar, por exemplo, que a minha filha tivesse que passar pelo trauma de ter que partilhar uma enfermaria com a Ministra da Saúde ou com o Sr. Sócrates, num qualquer hipotético episódio duma urgência hospitalar.

Se alguém souber onde se pode assinar esse manifesto, agradeço que me digam, porque, esse, assino de cruz!

Nota – Também publicado no Traquina e Irrequieta

TIR

Dois inocentes rapazinhos, só indiciados, aliás, em cerca de 50 processos a decorrer na (in)justiça, foram apanhados, em flagrante, a assaltar uma carripana, detidos pela GNR e presentes a tribunal, de onde saíram, passadas poucas horas, em liberdade e com Termo de Identidade e Residência.

Caros rapazotes: o Sempre a Produzir, na pessoa do seu autor, alia-se à vossa viva voz. Não desistam! Dêem largas a esse dom que Deus nosso Senhor vos deu e continuem a fazer o que de melhor sabem.

Usufruam bem dessa merda do TIR para brincar ao gato e ao rato com a autoridade e aproveitem para gamar o carro do procurador ou juiz ou o raio que o parta que vos deixou sair em liberdade.

Se assim continuarem, sem recurso à violência e limitados a surripiar meia dúzia de auto-rádios e umas caranguejolas andantes, daquelas em fim de vida, para transformar em peças, terão, com certeza, o apoio da muita populaça ávida por trazer à praça pública a verdadeira palhaçada que é a (in)justiça cá do burgo.

Mercado de vereadores

Se ontem Sá Fernandes saía a rir, hoje pode soltar umas quantas gargalhadas, ao constatar que, depois de lhe terem dito adeus, os bloquistas começam, agora, a elogiar o trabalho de Helena Roseta…

É o mercado dos vereadores a seguir o exemplo do mercado dos jogadores de futebol.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Adeus ó vai-te embora!

Como se esperava, acabou o entendimento entre o Bloco de Esquerda e o independente José Sá Fernandes.

O BE fica, assim, limitado à representação na Assembleia Municipal e nas Juntas de Freguesia, enquanto Sá Fernandes sai a rir de toda esta palhaçada.

Pai preocupado com o futuro

Li, algures, que Roman Abramovich, o tal coitadinho que anda a nadar em dinheiro, comprou uma parte da Lua para oferecer à noiva, como pedido de desculpas pelo adiamento do casamento devido, imagine-se, à crise económica.

Um gajo daqueles a falar de crise económica… Deve ser para rir, porra.

Por mera curiosidade, decidi investigar quanto é que aquele bronco do pénis gastou em 40 hectares de terreno lunar mas nem sequer me dei ao trabalho de fazer grandes contas, quando me apercebi que, afinal, tenho andado muito distraído, talvez por causa das preocupações que me assolam diariamente.

Ao passar uma vista de olhos por alguns sites da especialidade, percebi que, para alguém como eu, que não deve ao fisco, só tem contas a prestar ao banco, fruto do empréstimo da casa, e chega ao fim do mês a contar os tostões (na saudosa moeda antiga), investir no espaço é uma excelente solução a longo prazo.

Feitas as contas, chego à conclusão que o parco orçamento familiar é mais do que suficiente para comprar 1 acre de terreno no satélite natural cá do burgo, qualquer coisa como um pouco menos de meio hectare, ou seja, 4.050 m2, que chegam, perfeitamente, para uma boa casa, com um bom jardim, piscina e outras mordomias possíveis.

Claro está que a localização não deve ser das melhores, mas trinta e dois míseros euros, por um terreno com as dimensões de um campo de futebol, é o que se pode considerar um excelente negócio.

E, daqui ao que espero sejam muitos e longos anos, quando chegar a altura de deixar a “fortuna” em testamento, um terreno na lua é algo que, com certeza, vai deixar a minha filha orgulhosa.

NOTA – Para quem achar que a Lua não é bom negócio, parece que Marte também já está à venda.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A preocupação de Sá Fernandes

Parece que a concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda vai avançar com o que chamam de assembleia de militantes que visa analisar o trabalho do vereador José Sá Fernandes.

Dizem as boas e as más-línguas que o partido não está nada satisfeito com as prestações do vereador na Câmara Municipal de Lisboa e que esta crítica pode, inclusive, passar pela retirada de confiança política a Sá Fernandes.

O pico da crítica dos partidários do BE surge um dia depois do Presidente da Câmara ter dado um voto de confiança a Sá Fernandes, reforçando, aliás, os seus poderes com a atribuição de mais pelouros da gestão camarária.

Somando os factos, facilmente se chega à conclusão de que Sá Fernandes se deve estar a bem cagar para a tal moção de censura que se vislumbra.

A predilecção pelas botas da mãe

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Limpeza caseira

Ontem, enquanto limpava as casas de banho cá de casa, tive a companhia da pequena cria, que me ia dando umas sugestões sobre como limpar e, sobretudo, onde limpar.

Só faltou, aliás, saltar para dentro da banheira e meter o dedo nos locais onde achava que o pano deveria passar.

Belo apoio moral.