terça-feira, 30 de setembro de 2008

Contra a imigração ilegal

Ainda não vi, mas parece que o PNR colocou, algures em Lisboa, mais um cartaz contra a imigração, onde aparece uma ovelha branca a correr com outras ovelhas negras.

De acordo com o que vem veiculado em alguns órgão de comunicação social, o PNR explica que cada ovelha negra representa as causas e consequências da podridão cá do burgo, como a criminalidade e o desemprego.

O líder do PNR considera que o cartaz serve para alertar consciências para o que se passa em Portugal, e que mais nenhum partido tem coragem de denunciar, e que o país vive um momento de crise profunda, com tendência a agravar, sem que se veja qualquer reacção dos demais partidos políticos, que andam mais preocupados em discutir o casamento homossexual e projectar grandes construções.

Concordo, em grande parte, com a ideia de Pinto Coelho, mas considero, no entanto, que a imigração é necessária para o desenvolvimento do burgo e que deve ser mantida, dentro, obviamente, de determinados pressupostos que têm que ser seguidos com todo o rigor, como possuir cadastro limpo no país de origem ou só permitir a entrada em Portugal a quem já tenha um contrato de trabalho e que possa dar garantias de sobrevivência sem ter que recorrer ao roubo ou à mendicidade.

Uma coisa não se entende nas notícias vindas a público, já que não tem nada a ver com nada…

Dizem que os “Gato Fedorento” – quem são os “Gato Fedorento”? – não vão reagir, como fizeram numa ocasião anterior, mas que consideram o “outdoor” de idiota.

A preocupação – essa, sim, verdadeiramente idiota – dos meios de comunicação em saber a opinião de quatro fulanos, como se de alguém muito importante se tratasse mas, também eles, com ar de idiotas e com a mania de que têm piada, é completamente ridícula, descabida e demonstrativa da merda em que este país está mergulhado.

Nota – Note-se que a palavra idiota é usada com sentido depreciativo e não como o idiota que é alguém que tem muitas ideias.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Os mestres e os aprendizes

Enquanto Hamilton, Massa, Kubica e companhia limitada se entretinham a pôr em prática as tácticas e ensinamentos obtidos nos últimos tempos das suas carreiras, os mestres – entre os quais me incluo, no filme, de fato e capacete azuis – entretinham-se a brincar às corridas, no kartódromo inserido no Campera Outlet do Carregado, durante o APCE Karting Cup Galp Energia.

Fórmula Um 2008 - XV

GRANDE PRÉMIO DE SINGAPURA

28 de Setembro de 2008

2008 FORMULA 1 SINGTEL SINGAPORE GRAND PRIX



Circuito de Singapura - 5 quilómetros e 067 metros
Recorde de Melhor Volta - Novo circuito

Resultados

1º - Fernando Alonso
2º - Nico Rosberg
3º - Lewis Hamilton

Melhor volta - Kimi Räikkönen, com o tempo de 1:45.599, o que constitui novo recorde do circuito

Campeonato Pilotos

1º - Lewis Hamilton - 84 pontos
2º - Felipe Massa - 77 pontos
3º - Robert Kubica- 64 pontos

Campeonato Construtores

1º - McLaren - Mercedes - 135 pontos
2º - Ferrari - 134 pontos
3º - BMW Sauber - 120 pontos

O primeiro GP de sempre, na história da modalidade, disputado à noite, com recurso a luz artificial, provou ser uma aposta extremamente válida por parte dos responsáveis da F1, porquanto todos os receios no que tocava à visibilidade e aos pontos ideais de ultrapassagem ficaram, desde logo, dissipados durante os treinos.

Fernando Alonso obteve a sua primeira vitória da temporada, com alguma sorte, é verdade, mas uma vitória merecida.

Para tal, contribuiu Nelson Piquet Jr, o companheiro de equipa de Alonso, cujo acidente, à décima quarta volta, obrigou à entrada do “pace car”, facto muito bem aproveitado por Fernando Alonso, que tinha partido da 15ª posição da grelha de partida.

Nico Rosberg conseguiu o melhor resultado da sua carreira, com um segundo lugar merecido e, também, fruto duma boa estratégia de corrida por parte da Williams.

Quanto a Lewis Hamilton, teve, verdadeiramente, muito pouca sorte aquando da primeira paragem nas boxes, aproveitando a entrada do “pace car” em pista, ao ficar preso atrás de David Coulthard.

No entanto, o terceiro lugar do britânico tem que ser considerado como um mal menor, especialmente se atendermos ao péssimo resultado da Ferrari que falhou, totalmente, a sua estratégia de corrida, com péssimas intervenções na zona das boxes – Massa chegou a arrancar com a pistola da mangueira do combustível ainda colocada na entrada do depósito – e com o despiste de Räikkönen.

Contas feitas, o GP de Singapura voltou a baralhar as contas dos primeiros do campeonato, colocou a McLaren à frente da Ferrari, no que toca ao campeonato de construtores, e provou ser um evento com o qual o grande circo vai voltar a contar no futuro.

Próximo Grande Prémio a 12 de Outubro no Japão.

Mais informações aqui.

Soa sempre bem

Benfica 2 – Sporting 0

domingo, 28 de setembro de 2008

Paul Newman (1925 - 2008)


Paul Newman, figura lendária de Hollywood e dono dos olhos azuis mais famosos do cinema norte-americano, morreu na passada sexta-feira, aos 83 anos, vítima de cancro de pulmão, um mês depois de o próprio ter decidido interromper os tratamentos de quimioterapia a que estava a ser sujeito e ter pedido à família que o deixasse ir para casa.

Newman deixa a sua marca em diversos filmes de sucesso, através da Newman’s Own Foundation, com a qual financiava diversas organizações humanitárias e de caridade, e no mundo das quatro rodas, onde, aos 70 anos, se tornou no piloto mais velho a fazer parte da equipa vencedora das 24 Horas de Daytona.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Marcas automóveis - Seat


A história da Seat – Sociedad Española de Automóviles de Turismo – remonta a 1950 quando, a nove de Maio, a empresa foi criada, por iniciativa do Instituto Nacional de Indústria, para incentivar a venda de carros em Espanha no período pós-guerra.

Inicialmente, a Seat começou por ser uma subsidiária da italiana Fiat e montava os carros desta marca em território espanhol.

Três anos após a sua fundação, a Seat inaugurou a Fábrica de Zona Franca, onde começou a construção do modelo 1400, um clone do Fiat com o mesmo nome, que incorporava um bloco de quatro cilindros, com 1.395 centímetros cúbicos, que debitava 44 cavalos de potência e chegava aos 115 quilómetros por hora.

Em 1957, continuando debaixo dos desígnios da Fiat, a Seat inicia a produção do Seat 600 e, com ele, o início da era da motorização maciça em Espanha.

Em 1973, a Seat dá um passo em frente no que toca a uma certa independência em relação à Fiat, ao iniciar a construção do Centro Técnico Seat, em Martorell, que viria a iniciar a sua actividade dois anos depois.

Esta independência viria a ser, digamos, faseada ao longo de anos vindouros, com a assinatura de protocolos preliminares com a Volkswagen, em 1982, a aquisição, por parte da empresa alemã, de 75% do capital da Seat quatro anos depois e, em jeito de conclusão do negócio, a aquisição, em 1990, de acções que totalizaram 99,99% do capital da Seat, que passou, assim e definitivamente, para as mãos do poderoso grupo alemão.

Durante estes anos de transição, a Seat lançou o Ibiza, aquele que viria a ser o seu modelo de referência, e que perdura até aos nossos dias, fruto duma série de “restylings” e melhoramentos, deu inicio à construção duma nova fábrica em Martorell, localidade que se passou a assumir como ponto nevrálgico da marca, e fundou a Seat Sport, o ramo da empresa vocacionado para a competição automóvel.

1991 foi o ano de apresentação do primeiro modelo da Seat desenvolvido no seio do grupo Volkswagen, o Seat Toledo, dando inicio à produção duma série de modelos, entre os quais o Córdoba, o Leon e o monovolume Alhambra, com os quais a marca se impõe no mercado europeu.

Em 2002, a Seat foi integrada, juntamente com a Audi e a Lamborghini, no Grupo de Marcas Audi e Andreas Schleef assume a presidência da empresa.

Em 2005, a Seat apresenta o novo Leon e dá a conhecer a versão de competição, deste mesmo modelo, desenvolvida para o WTCC que viria a conseguir o seu primeiro pódio apenas dois meses após a sua estreia em pista.

Actualmente dirigida por Erich Schmit, a Seat continua a assumir-se como uma marca líder, em determinados segmentos de mercado, que soube capitalizar as sinergias assumidas com a sua entrada no grupo Volkswagen de modo a apresentar produtos com cada vez mais qualidade.

Jogos Olímpicos

No rescaldo dos Jogos Olímpicos de 2008, começam a aparecer algumas imagens que podem ser consideradas candidatas a imagem do ano…






Fórmula Um

Este fim-de-semana realiza-se o primeiro Grande Prémio de Fórmula Um nocturno, na novíssima pista citadina de Marina Bay, em Singapura, que conta com qualquer coisa como 12.000 holofotes de halogéneo, montados, de quatro em quatro metros, apenas dum dos lados do traçado, para garantir a visibilidade para os pilotos e público.

Inédito e a não perder, para quem possa acompanhar através dos canais a pagantes.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Assim, sim!

Há umas semanas atrás, tinha referido que não entendia esta coisa dos larápios que andam a minar o nosso estimado burgo se exporem tanto, e tão estupidamente, por quantias que, digo eu, não devem ser nada de especial e que mais valia pensarem em alguma coisa em grande, tipo filme de Hollywood.

Está visto que o sempre a Produzir é lido por todas as classes e todo o tipo de populaça, porque houve dois gajos que, aparentemente, leram e decidiram seguir a sugestão deste Vosso interlocutor.

Certamente com mais um cúmplice invisível, o chamado “bufo”, porque não é à toa que dois gajos estacionam e ficam à espera da vítima para lhe barrarem o caminho, o duo de larápios levou o carro dum empresário, ligado ao ramo da joalharia, que continha no interior – e voltamos à história do “bufo” – duas malas com materiais precisos, avaliados, segundo dizem, em um milhão de euros.

Tudo em plena luz do dia, sem qualquer problema nem complicações de maior.

É lamentável mas, muito honestamente, também não se entendem certas coisas, como o facilitismo.

Então o senhor empresário, que, com certeza, ouve, diariamente, as notícias sobre a vaga de assaltos à mão armada que tem assolado o burgo, sai de casa, assim, com um milhão de euros no banco de trás, sem qualquer tipo de segurança adicional?

Não me parece nada lógico, tal como não parece nada lógico que dois gatunos se atirem, recorrendo ao método do “carjacking”, a uma carrinha Mercedes Vito, quando o normal é visarem grandes “bombas” de alta cilindrada.

Alguma coisa não bate certo e cheira mal que se farta, mas, em todo o caso, um milhão já é uma quantia que se veja e… Assim, sim!

Marcas automóveis - Alfa Romeo

ALFA ROMEO


A empresa “Anonima Lombarda Fabbrica Automobili”, A.L.F.A., foi fundada em 1910 e, sob a direcção inicial de Cavalier Ugo Stella, produziu, desde logo, uma série de modelos que ajudaram a tornar a marca mais competitiva no mercado, distinguindo-se pelas suas performances e condutibilidade.

O Alfa 24 HP foi o primeiro carro com o nome da ALFA, fabricado entre 1910 e 1920, e contava com um motor de 4 cilindros em linha, com 4.100 cc, que debitava 42 cavalos de potência às 2.200 rotações, atingindo entre os 110 e os 115 quilómetros por hora.

Em 1915, a empresa passa a ficar debaixo da tutela de Nicola Romeo e pára a produção automóvel para, em tempos de guerra, se dedicar à produção de munições e material militar.

A crise instala-se em 1927 e, a dada altura, o fecho da fábrica chegou a ser equacionado, o que não veio a suceder graças, em grande parte, à reputação que a marca já tinha conseguido.

A saída de Nicola Romeo, em 1928, coincidiu com a chegada dos carros de 6 cilindros, mais leves, rápidos e brilhantes, e o lema “gosto pela condução” tornou-se numa paixão poderosa e num verdadeiro símbolo de estatuto.
A produção em massa arrancou e em 1929 assistiu-se à criação da Scuderia Ferrari, concentrada exclusivamente nas competições

Com a entrada da Itália na guerra, a Alfa Romeo enfrentou todos os tipos de problemas organizacionais, com a escassez de fornecedores a interferir, negativamente, na produção, já por si difícil devido aos três bombardeamentos que atingiram as fábricas, em 1940, 1943 e 1944.

Nos anos cinquenta, a Alfa está empenhada na produção de carros com um duplo objectivo que passa por estabelecer uma linha de montagem e capitalizar-se nos sucessos desportivos, fornecendo um produto de elevada performance.

Em 1960, a Alfa iniciou a construção de uma nova fábrica em Arese, que abriu em 1963, onde se produziu o Alfa Giulia que vendeu mais de um milhão de unidades, nas suas várias versões.

Os anos setenta foram um período de altos e baixos para a Alfa Romeo, durante os quais as dificuldades de gestão alternaram com os sucessos desportivos, e, após quase uma década condicionada pela situação económica e financeira da empresa, a Alfa é vendida ao Grupo Fiat e integrada num novo grupo, chamado “Alfa Lancia S.p.a.”, que se tornou operacional em 1989, visando a recuperação de ambas as marcas.

Depois do lançamento duma série de carros que conheceram uma boa aceitação por parte do público, como o Alfa 33 ou o Alfa 75, foi com o aparecimento do 156, lançado em Setembro de 1997 e considerado Carro do Ano em 1998, que a Alfa Romeo se relançou e reposicionou, definitivamente, no mercado europeu.

A década de 90 assiste ao renascimento da empresa, com o lançamento de modelos como o 155, 145, 146 e o 147, lançado no ano 2000 e aclamado como Carro do Ano em 2001.

Hoje em dia, modelos como o 156, 159 e Brera, mantêm, substancialmente melhoradas, todas as características que sempre fizeram parte da imagem da Alfa Romeo: o seu “cuore sportivo”, vitalidade indomável, o som característico dos motores e o design italiano, bem patente na elegância das formas exteriores e interiores.

Reza a história que Henry Ford costumava tirar o seu chapéu cada vez que via um Alfa Romeo passar…