sexta-feira, 28 de março de 2008

Semi adopção

Se uma criança é entregue para adopção ou se está em risco, e, neste caso, enquadrada numa instituição, assume-se que qualquer coisa correu mal no seio da família biológica.

Actualmente, pelos vistos, existem duas formas de lidar com estas coisas da adopção, a família de acolhimento e a adopção plena, sendo que a família de acolhimento pretende ser uma medida de protecção transitória, enquanto a situação da criança não está resolvida, sem, no entanto, visar a adopção plena.

Ora, segundo parece, as novas medidas, que serão apresentadas brevemente, pretendem criar uma família de acolhimento duradoura, na qual a criança possa ser inserida de forma estável, mas sem romper definitivamente os laços afectivos com a família biológica, a não ser que se demonstre que tal venha a ser realmente necessário.

Ou seja, o abrigo destas novas regras, uma criança poderá ser integrada numa nova família, que terá direitos de tutela, mas continua, por exemplo, a fazer visitas sociais aos pais biológicos.

Um dos resultados pretendidos prende-se com a necessidade de resolver a situação em que se encontram cerca de doze mil crianças institucionalizadas, das quais uma grande parte sem a sua situação jurídica resolvida, para que se possa avançar com um processo de adopção plena, nomeadamente por falta de consentimento dos pais biológicos.

Há coisas que me escapam…

Então tira-se a criança aos pais biológicos, por problemas familiares de diversas ordens, e estes continuam a mandar no destino da cria?

E, se o objectivo final é a adopção, então não se considera a família de acolhimento como principal candidata a esse objectivo, em vez de ser uma forma de transição?

E tem alguma lógica estragar o, potencialmente, bom “trabalho” que a família de acolhimento vai desenvolvendo, com vista ao bem-estar da criança, com as tais visitas sociais aos pais biológicos, que provocarão, com certeza, uma instabilidade emocional na criança que se pretende proteger?

Diz o Presidente do Observatório da Adopção, Guilherme Oliveira, que a adopção restrita, que já existe e tem parecenças com as novas medidas a apresentar, "é algo que não pegou, talvez por ser demasiado parecida com a adopção plena e pela circunstância de os candidatos a pais adoptivos manifestarem algumas reservas em dividir as crianças com os pais biológicos".

Pois com certeza que manifestam reservas e, o mais certo, com toda a razão!

Se querem pensar nas crianças, na sua estabilidade emocional e sanidade mental, então pensem como é que elas se devem sentir ao privarem com uma família durante certo período de tempo, enquanto, provavelmente, continuam a ver os pais biológicos, para, findo o prazo do acolhimento ou adaptação, se assim lhe quiserem chamar, aparecer uma outra família candidata à adopção plena, porque a primeira foi só de transição.

No meio disto, há milhares de famílias, ansiosas e cheias de vontade, à espera, durante anos a fio, por uma oportunidade para poder adoptar, plenamente, uma criança.

Agradecimentos

Não é todos os dias que se vê o nosso próprio blog ser considerado “O Blog” e inserido num leque de outros espaços que gozam, desde há algum tempo a esta parte, de merecida reputação.

Ao blog O Viseu, os meus agradecimentos por ter brindado o Sempre a Produzir com semelhante distinção.

Mudanças em Cuba

Até agora, só a populaça estrangeira e a populaça que trabalha para organismos oficiais é que estavam autorizados a ter telemóvel, ainda que alguns comuns cidadãos andassem a adquirir estes aparelhos usando o nome de amizades fora das fronteiras.

Com vista ao desenvolvimento da conectividade e novos serviços, Raul Castro decidiu autorizar a restante populaça a ter telefone móvel, numa atitude clara dum certo rompimento com o passado recente.

quinta-feira, 27 de março de 2008

"Grávido"

De acordo com a revista americana The Advocate, que, através da pesquisa cibernauta, constatei ser direccionada para paneleiros, lésbicas e afins, anda por aí um “gajo” com um barrigão levado da breca devido a estar “grávido” de cinco meses.

Algures no artigo, o “gajo” tem a veleidade, estupidamente ridícula e anormal, de questionar a sociedade, vulgo a populaça mundial, sobre o que é que é considerado normal.

Abro um parêntesis para informar a populaça assídua neste espaço que, caso ainda não saibam, a linguagem usada no Sempre a Produzir tende a ser uma linguagem recatada, de modo a não ferir susceptibilidades, ainda que, por vezes, me apeteça chamar as coisas pelos devidos nomes.

Por exemplo, penso que é mais agradável para o leitor ler “o pénis que fecunde esta bosta” do que ler “o caralho que foda esta merda”, e fecho o parêntesis.

Na entrevista que deu à tal revista, o “gajo” diz que querer ter um filho biológico não é um desejo feminino ou masculino mas, sim, um desejo humano.

Como pai, não posso estar mais de acordo com o “gajo”, porque, na minha condição de humano, desejei muito a pequena cria que gerámos, e trouxemos a este mundo de loucos, e entendo, perfeitamente, o sentimento de quem quer produzir uma nova vida.

Acontece que, nestas coisas de paneleiragem, fufalhada e gente que muda de sexo, o que é normal para semelhantes criaturas não é normal para o resto, diga-se a larga maioria, da populaça do burgo mundial.

O que é normal é a bem conhecida reprodução, a bem dizer o acto sexual durante o qual o macho fecunda a fêmea, dando lugar, se tudo correr bem, a uma ou mais crias.

É assim, aliás, com a raça humana bem como com o resto do mundo animal, como, por exemplo, os leões, raça em que a prática usual é um macho fecundar várias fêmeas, não se tendo nunca ouvido falar duma leoa que tenha ido a um banco de esperma, algures no meio da savana, para se foder a ela mesma só porque não gosta de pilas.

Que seja do meu conhecimento, só há um caso na natureza em que é o macho a dar à luz, e esse caso é o cavalo-marinho.

Esta circunstância é, no entanto, algo natural, porque a própria natureza os engendrou assim e não tiveram que andar a sujeitar-se a operações nem a tratamentos para conseguir semelhante façanha.

No caso do “grávido”, estamos a considerar duas “mulheres”, sendo que uma delas decide submeter-se a uma série de tratamentos, essencialmente químicos, suponho eu, para ficar sem mamas, algo tão belo e puro no corpo duma mulher, e para mudar de sexo, conservando, no entanto, os seus órgãos reprodutores.

Ou seja, se bem entendo o que li na notícia, conseguiu ter barba, pêlos no peito e arranjar um caralho para enfiar dentro da outra, mas nada de esperma.

Ora, como a outra não pode ter filhos, devido a uma qualquer complicação que teve há uns anos atrás, o “gajo” decide dar uso aos órgãos reprodutores que manteve e toca de ir a um banco de esperma para pôr aquilo tudo a funcionar.

Ainda que eu não esteja de acordo que casais do mesmo sexo o façam, para o futuro bem psicológico da criança, não seria melhor, mais simples e, porque não, mais aceitável aos olhos da sociedade normal adoptar uma cria?

Ficam, ainda, mais alguns pormenores para considerar, como, por exemplo, como é que a gaja que é gajo mas que quer ter o papel de mulher em vez de homem, pelo menos na hora de dar à luz, vai amamentar a pequena cria, uma vez que as mamas foram desta para melhor…

Obviamente que o parto terá que ser por cesariana, mas, daqui a alguns anos, como é que a gaja que é gajo vai dizer à criança que saiu da barriga do gajo que era gaja mas que tinha um pénis em vez duma vagina?

O que leva a ponderar sobre quem é que será o verdadeiro pai da criatura, uma vez que a mulher que não pode ter filhos não produz esperma, por razões óbvias, e o gajo que era gaja não pôde ser fodido por nenhum macho conhecido, de modo a iniciar o processo de reprodução, por ter uma pila acoplada ao seu próprio aparelho reprodutor feminino, tendo que recorrer a um banco de esperma e levar com uma injecção de fluido fecundante dum anónimo qualquer.

Foda-se! Complicação do caralho, bem condizente com o fim do mundo em cuecas!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Um docinho

As eleições de 2009 ainda estão longe, mas o Sr. Sócrates deve ter pensado que, depois de tanta bosta, é conveniente começar, desde já, a distribuir uns rebuçados à populaça.

Primeiro rebuçado… A redução do IVA de 21 para vinte por cento, a partir de Julho.

Tropeçou e morreu

O principal suspeito da morte da menina espanhola encontrada a boiar no rio Huelva, 54 dias depois de ter desaparecido, era vizinho dos pais da cria, tem antecedentes criminais por pedofilia, estando, inclusive, impedido de se aproximar das próprias filhas, e desapareceu a seguir ao desaparecimento da criança.

Mas deve ser, de acordo com a sua própria, e egocêntrica, opinião, um gajo porreiro, porque a miúda até estava com ele por vontade própria e a sua morte foi um mero acidente.

É o chamado azar dos Távoras, já que a desgraçada da criatura escorregou numa pedra da calçada ou numa casca de banana, bateu com a moleirinha no chão e foi desta para melhor, o que, considerando que a catraia estava, repito, com ele de livre vontade, nos leva a estar perante um daqueles casos típicos de quem está no local certo, mas à hora errada.

Vai na volta, ainda vai pôr as culpas na miúda e acusá-la de ter feito o que fez para montar uma cabala à volta do seu bom e limpo nome.

Viaturas indianas de luxo

Estava eu a pensar comprar uma carripana nova e toma lá com a novidade de que a Jaguar e a Land Rover foram vendidas à Tata, uma construtora indiana de automóveis baratos.

Ainda que a marca já tenha assegurado que vai manter a herança, a competitividade e ambas as identidades intactas, desisto da compra da carrinha X-Type para as voltas familiares diárias e do Discovery para os passeios de fim-de-semana.

Momento lúdico VI

Dois velhotes mantêm uma amena conversa no asilo onde se encontram a viver:

- Ó Macedo - diz um dos velhotes - eu tenho 83 anos e estou cheio de dores e problemas.
Diz-me lá tu, que tens, mais ou menos, a mesma idade que eu, como é que te sentes?


- Pois sinto-me como um recém-nascido, meu querido Asdrúbal.

- Como um recém-nascido?!

- Exactamente… Sem cabelo, sem dentes e acho que acabei de mijar nas calças.

terça-feira, 25 de março de 2008

A galinha e o ovo

Valter Lemos, o Secretário de Estado da Educação, diz que os casos de violência escolar conhecidos cá no burgo resultam de factores externos aos estabelecimentos de ensino.

Em parte, posso até concordar com o Sr. Secretário de Estado mas ressalvo que, tendo em conta que a jovem populaça estudantil passa mais tempo nas escolas do que em casa com os progenitores, supostamente os verdadeiros educadores, o ambiente caseiro também se pode queixar dos factores externos que entram pela porta de casa adentro, o que vai provocar uma espiral sem fim.

É, no fundo, a eterna questão de quem apareceu primeiro, a galinha ou o ovo?

Quem controla o burgo

De acordo com um estudo divulgado pelo Eurostat, quase metade da riqueza gerada no sector não financeiro cá do burgo é controlada por grupos com sede em Espanha (16,8%), Alemanha (15,7%) e Holanda (14,6).