quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Abre-te Sésamo

"Dão-me licença que passe primeiro?"

Devem ter sido estas as palavras, plenas de mordomia e boa educação, que o major Reinado proferiu antes de sair pela porta principal da prisão de Becora, ao ver que o resto dos reclusos estava cheio de pressa para porem as patas fora do recinto fechado.
Inexplicavelmente, segundo as notícias que vêem a público, não havia guardas da força internacional no exterior da prisão. Então e os próprios dos guardas prisionais? Estavam a acabar de tomar o café depois do almoço?

Há luz no fundo do túnel

Pergunto-me quem terá sido a inteligência suprema que deitou contas à vida sobre o prazo de conclusão das obras do Túnel do Rossio.

Matemática básica e medição do tempo é coisa que não deve existir na cabeça do arquitecto/projectista/engenheiro que planeou semelhante obra.

Mais cinco anos? Porra!
Que a obra tivesse um atraso de 2 ou 3 meses ainda era compreensível, já que, naturalmente, existem imponderáveis e a criatura deve-se ter esquecido das férias de verão e Natal dos diversos trabalhadores, mas pedir uma prorrogação por mais 5 anos é um verdadeiro atentado à inteligência do comum cidadão.

Provérbios IV

- Burro velho não aprende línguas
- Cá se fazem, cá se pagam
- Onde mija um português, mijam logo dois ou três
- Quem é amigo de todos, não o é de ninguém

terça-feira, 29 de agosto de 2006

O que tem que ser tem muita força

Deparei-me, na página principal do Sapo, com uma votação sobre se a populaça acha os manuais escolares caros ou baratos.

90 e tal por cento acha que os ditos manuais são caros, enquanto que pouco mais que 5% acha razoável o preço e 1,6% acha que são baratos.

A nossa cria vai, a partir da próxima semana, para um berçário pelo qual, só de mensalidade, vamos ter que arrotar com 210 euros.
Ainda não tem manuais escolares, não fala (só palra e ainda não diz asneiras), até gosta que lhe mudem a fralda e vai dormir durante uma grande parte do tempo.
Ou seja, para as educadoras, o mais difícil poderá ser a hora de dar a sopa e aturar os breves momentos de berros estridentes antes de adormecer. Afinal de contas, coisa pouca.

A avaliar pelas informações que fomos recolhendo e as comparações que fomos fazendo com outros casais na mesma situação, os 210 euros são um valor bastante razoável e, até, ligeiramente abaixo do que é o normal. Mas, porra, são 210 euros!

Interrogo-me como é que famílias com recursos financeiros mais baixos que o nosso conseguem comportar este tipo de despesa e aguentar até ao fim do mês sem se privarem de outras coisas que fazem parte do dia-a-dia.

Tudo isto faz-me pensar no que diz a Constituição da República onde, em diversos capítulos e artigos, se podem ler proposições como “todos têm direito à educação e à cultura” ou “na realização da política de ensino incumbe ao Estado assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito, criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar, garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo” ou, ainda, “o Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população.

Claro está que está salvaguardado o direito à criação de estabelecimentos de ensino particulares e de carácter cooperativista e, caso o cidadão optar pelo ensino privado, muitas vezes obrigado por causa das filas de espera que levam anos a satisfazer, azar o dele.
Mas o pessoal tem que ganhar o pão, as crias não podem ficar sozinhas em casa, as costas dos avós já não aguentam o esforço e o que tem que ser tem muita força.

Provérbios III

- A ignorância da lei não desculpa a ninguém
- Junta-te aos bons, serás como eles; junta-te aos maus, serás pior do que eles
- Entre marido e mulher nunca metas a colher
- Quem não tem dinheiro não tem vícios

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Temos euros suficientes?

De acordo com um dos matutinos nacionais, o estado Português vai gastar, pelo menos e sem contar com as inevitáveis derrapagens orçamentais tão em voga nos últimos tempos, cerca de 12 milhões e 500 mil euros para enviar tropas para o Líbano.

A Organização das Nações Unidas tem, na sua composição, uma série de países que têm milhentas razões para enviar tropas para o Líbano e que podem ganhar muito mais com essa situação do que Portugal. No entanto, não o fazem. Espertos…

Connosco as coisas funcionam de maneira diferente. A economia nacional está de rastos, mas Portugal tem que ficar bem na fotografia e, por isso, toca de gastar um dinheirão com o envio de 200 alminhas para ajudar à festa que se vive naquela região, em vez de aplicar semelhante pecúlio noutras causas bem mais nobres e de cariz verdadeiramente nacional.

Alguma razão mais forte e patriótica nos deve levar a enviar tropas para locais recônditos que nada têm, nem nunca tiveram, a ver com o nosso país, como, por exemplo, o desejo de voltar à época das conquistas.
Mas devemos estar alerta, já que as conquistas custam caro aos cofres do país e, da maneira como isto está, talvez seja melhor começar a preparar mais um aperto dos cintos face à probabilidade de aparecerem mais impostos para pagar estes actos tão beneméritos.

Cabo Espichel

Enquanto estivemos de férias pelas bandas de Sesimbra, decidimos dar um salto a uma das atracções turísticas da zona, o Cabo Espichel.

É lamentável, para dizer o mínimo, o estado de degradação a que se deixou chegar a Igreja de Nossa Senhora do Cabo e as duas filas de alojamentos existentes de cada lado da igreja, que compõem a chamada Casa dos Círios e que formam o Terreiro do Cabo Espichel.

Igreja de Nossa Senhora do Cabo

Casa dos Círios

É lamentável que a Câmara Municipal de Sesimbra não faça mais por um monumento histórico que atrai, por ano, milhares de turistas, nacionais e estrangeiros.

Triste realidade

Acabaram as férias.

sábado, 12 de agosto de 2006

Português mais Português, não há

Apesar das férias e, sobretudo, ter dito que não ia gastar mais do meu tempo com o tema Obikwelu, não resisti a publicar mais um post na sequência das notícias da SIC que me levaram a ficar deveras incomodado e indignado.

Ao vencer os 100 e os 200 metros, o exausto Francis passou a herói nacional, com direito a felicitações por parte do Presidente da República e do Ministro da Presidência.

Indigna-me o facto de considerarem herói nacional, e darem tanta notoriedade ao episódio, alguém que, conforme as minhas suspeitas noutro post, reside e trabalha (leia-se treina) permanentemente em Madrid e que, pelas declarações que ouvi na reportagem, deverá falar melhor o Castelhano que a língua da bandeira que tanto defende.

Ou seja, alguém que de Português nada tem.
Francis, meu caro, devias era naturalizar-te Espanhol. Afinal de contas, Francisco também é um nome muito comum no país de “nuestros hermanos”.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Férias

Vou de férias e os planos são simples: descansar do dia-a-dia do trabalho, revigorar a mente e aproveitar, ao máximo, as poucas horas de praia que nos são impostas pelos horários da cria.

Mais importante que tudo: vou poder estar com as minhas mulheres 24 horas por dia e desfrutar, plenamente, da vida familiar e do crescimento da bebé.
Até ao meu regresso.