quarta-feira, 30 de abril de 2008

Era de esperar

Diz o ditado que “em casa roubada, trancas à porta” e o Ministério da Administração Interna, depois da merda que tem havido em esquadras cá do burgo, decidiu seguir o dito cujo e emitiu um despacho que visa garantir a presença de mais de um agente nas instalações da PSP e da GNR.

O que não se entende é como é que não existia semelhante directiva sobre algo tão básico e lógico.

Contas feitas…

…os preços dos combustíveis sofreram mexidas, em média, uma vez por semana, nestes quatro primeiros meses de 2008.

Das dezassete mexidas, catorze foram subidas e a populaça lá vai aguentando esta bosta, compreensivelmente aceite e incentivada pelo estado que vê, assim, os cofres a ficarem mais cheios.

Contas feitas, lá diz o velho ditado que quando o mar bate na rocha, quem se fecunda é o mexilhão.

Polícia de (In)Segurança Pública

Rui Pereira, o Ministro da Administração Interna, diz que não é aconselhável ficar um agente sozinho numa esquadra, uma vez que esta se torna num local vulnerável e, obviamente, tal facto não se coaduna com o que deve ser uma esquadra policial.

Brilhante conclusão de alguém que nunca deve ter visto filmes de referência como o Exterminador Implacável, O Assalto à Décima Terceira Esquadra ou outros semelhantes.

Mas está tudo bem… O governo já encomendou armas novas, vai mandar fazer sete campos de treino de tiro e vai reforçar o efectivo policial, apesar do existente já chegar para as encomendas e o problema passar, segundo o ministro, pela falta de organização dentro das esquadras.

Se aos últimos casos, juntarmos o facto de que os agentes ainda têm que remodelar e pintar a esquadra, numa de evitar que lhes caia um tecto em cima, então continuamos a perceber que, como em tantas outras coisas, este país está entregue à bicharada, no que toca à (in)segurança do cidadão.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O peso das penas

O CDS-PP quer penas mais pesadas para os malandros que se dedicam ao “carjacking” e já tem uma proposta, com quinze medidas, para combater o fenómeno.

Entretanto, algures num bairro de Telheiras, instalou-se, há uns dias, um autêntico estado de guerra, com a populaça local a atacar, em jeito de motim forte e feio, as autoridades policiais, na sequência da detenção dum gajo qualquer que foi mandado parar pela polícia e que, no banco do pendura, levava, à vista de quem quisesse ver e sem qualquer tipo de problemas, uma caçadeira de canos serrados.

Escusado será dizer que o dito cujo foi até à esquadra mais próxima, quiçá até ao tribunal mais próximo, saiu em liberdade e, o mais certo, é que já ande à procura de uma nova arma, sabe Deus para quê.

As penas mais pesadas propostas pelo CDS, bem como por outro qualquer partido, são, nestes casos, muito bem vindas e devem ser aplicadas sem apelo nem agravo.

No entanto, antes de se pôr em prática semelhantes medidas, há coisas que, forçosamente, têm que mudar, sob pena de corremos o risco de apanhar um ou dois raptores de viaturas, levá-los a tribunal e vê-los, passadas poucas horas, no olho da rua, com um sorriso maquiavélico nos lábios e preparados para continuar com os trabalhinhos que se tinham proposto fazer.

Fórmula Um 2008 - IV

GRANDE PRÉMIO DE ESPANHA

27 de Abril de 2008


FÓRMULA 1 GRAN PRÉMIO DE ESPAÑA TELEFÓNICA 2008

Circuit de Catalunya - 4 quilómetros e 655 metros
Recorde de Melhor Volta - F Massa, em 2007, com o tempo de 1:22.680

Resultados

1º - Kimi Räikkönen
2º - Felipe Massa
3º - Lewis Hamilton

Volta mais rápida - Kimi Räikkönen com o tempo de 1:21.670, o que constitui novo record do circuito

Campeonato Pilotos

1º - Kimi Räikkönen - 29 pontos
2º - Lewis Hamilton - 20 pontos
3º - Robert Kubica - 19 pontos

Campeonato Construtores

1º - Ferrari- 48 pontos
2º - BMW - 35 pontos
3º - McLaren Mercedes - 34 pontos

Mais um grande prémio em que tudo correu bem à Ferrari que conseguiu a segunda dobradinha da época e em provas consecutivas.

Hamilton salvou a honra da McLaren, ao conseguir o terceiro lugar, numa prova que ficou marcada pela destruição do segundo carro da escudaria britânica na sequência do violento acidente protagonizado por Heikki Koivalainen.

Ainda uma nota positiva para Robert Kubica que conseguiu um excelente quarto lugar, permitindo à BMW a manutenção do segundo lugar no campeonato de construtores, ainda à frente da McLaren.

Nota negativa para a Renault que não conseguiu que nenhum dos bólides acabasse a corrida.

Fernando Alonso, a correr em casa, foi traído pelo motor e Piquet Júnior foi vitima de acidente.

Próximo Grande Prémio a 11 de Maio na Turquia.

Mais informações aqui.

O gosto especial dos políticos

Tal como quem aprecia um bom café ou um bom vinho, os políticos apreciam um bom tabu e situações de “suspense”.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, parece não querer ser excepção e já disse que reserva a possibilidade de apresentar uma candidatura à liderança do PSD até vinte e três de Maio, último dia do prazo dado aos potenciais candidatos.

Há quem diga, e até lhes dou toda a razão, que o jogo de Jardim pode estar certo e vir a dar os seus frutos, já que mantém a oposição interna e as outras candidaturas num estado de incerteza e nervoso miudinho, enquanto, com a devida calma, vai procurando apoios e analisando se vale a pena avançar com o seu projecto de se livrar dos barões do partido e devolver o PSD às bases e aos dirigentes patriotas.

Para o líder da Madeira, nenhum dos candidatos que, até ao momento, formalizaram as suas candidaturas, a saber, Manuela Ferreira Leite, Pedro Santana Lopes, Pedro Passos Coelho, Neto da Silva e Patinha Antão, tem qualquer hipótese de ganhar as eleições contra o senhor Sócrates e o Partido Socialista.

Assim sendo, não será hora de assumir a candidatura?

sábado, 26 de abril de 2008

Ambiguidades do Sistema Nacional de Saúde

Durante o excelente programa da SIC Notícias, que, infelizmente, não pude acompanhar desde o início, sobre o cancro infantil e o trabalho de toda a gente que, no Instituto Português de Oncologia, se dedica a estas crianças, algumas situações deixaram-me boquiaberto, não tanto por não saber da sua existência mas, talvez, por verificar, mais uma vez, algumas das tristes realidades cá do burgo.

Ao fim de muitos casos mencionados e do testemunho de médicos, enfermeiros e familiares, a reportagem começou a divergir para o campo dos direitos e deveres dos pais, especialmente dos pais destas crianças, e de tantas outras que sofrem de alguma enfermidade que requeira cuidados prolongados, e, eis senão quando, a populaça cai em si ao perceber que o comum cidadão só tem 30 dias por ano para dar assistência aos filhos e, em casos “especiais”, como, segundo percebi, o dos funcionários públicos, uns míseros onze dias por cada 365.

É, então, que percebemos que a dura realidade destes familiares, tantas vezes desesperados com o estado de saúde dos filhos, passa por ter que recorrer às falcatruas que os médicos de família, amável e compreensivelmente, lhes proporcionam, ao dar-lhes baixa a eles mesmos, em vez de declararem a verdade que seria a baixa por assistência a um familiar menor que requer cuidados continuados.

É, então, que percebemos que, incompreensivelmente, a lei cá do burgo é ambígua até mais não, uma vez que se um progenitor, que já esgotou os míseros trinta dias, envia o filho, já adolescente, sozinho ao hospital, numa de defender o sustento e, ao mesmo tempo, “cuidar” da saúde da, ainda, criança, pode ser acusado de negligência e as autoridades de protecção a menores são, imediatamente, notificadas.

É, então, que percebemos que há qualquer coisa de podre no nosso sistema de saúde, quando deparamos com casos, como o de uma menina de Cabo Verde, que, ao abrigo de protocolos, são, devidamente, tratados cá no burgo, acompanhados de um familiar que, além de não ter qualquer tipo de despesas, uma vez que até o alojamento, mais ou menos bom, é pago, ainda recebe um subsídio de duzentos e cinquenta euros mensais.

Não tenho, atenção, nada contra este tipo de situações proporcionadas pelos ditos protocolos, mas não posso deixar de pensar nas muitas famílias cá do burgo, que passam uma vida a descontar para a Segurança Social e para o Sistema Nacional de Saúde, que, além de arriscarem o ganha-pão do lar, não recebem qualquer tipo de apoio financeiro, ou, se recebem, deve ser qualquer coisa como a miséria do abono de família que não dá, sequer, para comprar uma vacina para a criança.

São situações complicadas, extremamente problemáticas, e, tantas vezes, desesperantes, para as quais os responsáveis deste país deveriam olhar com mais atenção e actuar, e legislar, de modo a proporcionar ao cidadão o real direito que tem à saúde e a cuidar dos seus.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Abrilada

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Até quando esta bosta?

Logo de manhã, num dos canais de rádio cá do burgo, falava-se do preço absurdo a que chegou o gasóleo, do, previsível e mais do que provável, novo aumento da gasolina, lá para meados de Junho, e dos rumores, que começam a correr por aí, sobre a possibilidade da aplicação de portagens na fronteira Portugal-Espanha, bem como da possibilidade de este ano, ao contrário do que vem sendo habitual, desde há uns anos a esta parte, serem cobradas as taxas das portagens na primeira ponte sobre o Tejo durante o mês de Agosto.

Por outras palavras, continuaremos a ter os combustíveis mais caros da bela da União Europeia, certa parte da populaça é levada a pensar duas vezes antes de ir abastecer em Espanha, o que pode significar um adeus à liberdade de escolha, e os desgraçados que gostam de praia, mas que não têm euros suficientes para gozar umas férias bem longe desta chafarica, como é o meu caso, para quem as idas ao areal se vão tornar bem mais caras e demoradas.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Lido noutros blogs

- O balanço negativo da visita de Cavaco à Madeira, no Activismo de Sofá
- O sinal que faltava, no Mais Actual
- A minha bola de cristal, no 31 da Armada
- Verdade sobre o Benfica, no Marcha dos Pinguins
- Mais do mesmo, no Faccioso