sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Baixem, baixem mais

De repente, o Sr. Trichet passou a acordar mais bem disposto e decidiu baixar as taxas de juro directoras, numa de acalmar o sistema bancário europeu, o que pode, e deve, levar à descida da Euribor.

Será?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Globalmente falando

A crise mundial chegou e, aparentemente, veio para ficar durante algum tempo, para mal dos pecados de muita populaça mundial.

A Islândia, pequeno país cotado entre os mais ricos do mundo, tem-se revelado muito vulnerável e enfrenta uma crise financeira brutal, graças ao endividamento excessivo à banca e às proporções desmesuradas a que chegou o crédito mal parado, o que levou o terceiro maior banco do país, o Glitnir, a ser nacionalizado na semana passada, depois de ter declarado falência técnica.

O primeiro-ministro lá do sítio já veio a publico admitir que todo o sector bancário pode desmoronar, o que pode levar ao colapso total da economia e à falência do estado islandês. Numa palavra, bancarrota.

Entretanto, a Espanha já seguiu as pisadas de outros países, como a França e o Reino Unido, e, depois de reunir de emergência com as entidades financeiras, o governo espanhol decidiu aumentar o fundo de garantia dos depósitos e prometeu injectar liquidez nos mercados, com o objectivo de reforçar a confiança dos espanhóis e dos empresários no sistema financeiro de Espanha, depois do pânico que se verificou nas bolsas europeias.

Noutras zonas mais longínquas, o Banco do Japão anunciou mais uma injecção de um bilião de ienes (7,25 mil milhões de euros) no sistema bancário do país para prevenir a falta de liquidez perante a crise financeira mundial, intervindo no mercado pelo décimo quinto dia útil consecutivo, ao mesmo tempo que, nos Estados Unidos, Bush já avisou que vai demorar algum tempo até que o plano de ajuda ao sistema financeiro – o Plano Paulson – consiga recuperar a economia dos Estados Unidos.

Enquanto isso, e quando o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, assegura que a instituição vai continuar a injectar liquidez no sistema bancário pelo tempo que for necessário, os países da União Europeia discutem a possibilidade de aumentar de 20 mil para 100 mil euros, por pessoa, o mínimo de garantia dos depósitos em caso de falência dos bancos, uma medida que poderá não merecer consenso entre os ministros das finanças dos 27, já que os países mais pequenos podem ter problemas de orçamento para garantir este novo limite.

Quem leia estas linhas pode começar a pensar que a economia mundial está fecundada e que a economia cá do burgo – leia-se a bela merda de economia – vai continuar de mal a pior, fruto da nossa dependência em relação ao exterior.

Desiludam-se os mais cépticos e descrentes, porque o grande Portugal conta com Teixeira dos Santos, o maior carola à face da terra, no que toca ao tema economia.

Aliás, é difícil entender como é que Teixeira dos Santos se presta a ficar como Ministro das Finanças cá do burgo, porque, com o seu profundo conhecimento e visão sobre a economia global, merecia, sem dúvida, uma posição de altíssimo gabarito a nível mundial.

Teixeira dos Santos está decidido a contrariar a crise mundial e a tornar o nosso pequeno burgo numa super potência económica, sem perceber que a populaça está mais preocupada com o desemprego, com o aumento de cidadãos trabalhadores com salários em atraso ou com o facto de chegar ao fim do mês sem dinheiro para fazer face aos compromissos assumidos.

O governo diz que aguarda pelos resultados da tal reunião dos 27, mas o ministro Teixeira dos Santos já garantiu, inclusive mais do que uma vez, que os depósitos da populaça lusa, qualquer que seja o banco a operar em Portugal, estão garantidos, independentemente do conteúdo das propostas que venham a ser aprovadas.

Ou seja, mesmo quem tenha alguns euros depositados numa qualquer dependência nacional dum qualquer gigante económico estrangeiro, que já ficou provado que são vulneráveis e podem, com facilidade, entrar em falência, pode ficar descansado porque o estado português garante o montante em causa.

O cidadão ainda pode ficar na dúvida e perguntar-se onde é que diabo o governo vai buscar tanto dinheiro, de modo a dar-se ao luxo de ter esta tranquilidade de espírito.

Na realidade, nem vale a pena pensar muito sobre o assunto, porque a resposta está à frente dos nossos narizes, e a resposta não são, contrariamente ao que muitos leitores poderiam pensar, os impostos que a populaça paga.

A resposta está nas grandes obras que o estimado governo persiste em levar para a frente, contrariamente ao considerado por outros carolas nestas andanças.

O governo do Sr. Sócrates, na pessoa de Teixeira dos Santos, na qualidade de cartola supremo da economia, não cede a conselhos de outros para repensar os grande investimentos projectados para os próximos anos, por considerar que são projectos necessários ao futuro do país, uma vez que são estruturantes e capazes, por si só, de aumentar a capacidade do burgo, reagir a crises e ajudar ao desenvolvimento sustentável.

Numa altura em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai rever em baixa as previsões de crescimento da economia mundial, não se entende como é que os lideres mundiais não olham para o exemplo luso ou não dão ouvidos às ideias do nosso Ministro das Finanças, já que, afinal de contas, a solução é simples e passa por gastar mais (e, provavelmente, dinheiro que não se tem) em tempos de verdadeira crise, ou seja, quando se deveria gastar menos.

Globalmente falando, o mundo está erradamente fecundado e deveria era olhar para o exemplo do Ministro das Finanças deste (economicamente falando) insignificante país, um fiel seguidor da célebre máxima “a crise é para os outros”.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Justiça supremamente mal parida

Quando a (in)justiça se mistura com casos que envolvam crianças, não há justiça que valha e mais valia os acusados serem julgados em praça publica e a sentença executada por um pelotão de execução.

Tinha pensado escrever qualquer coisa sobre a situação ridícula que as três crianças belgas e a mãe estão a viver, depois de se saber que um idiota qualquer, com a mania que deve ser juiz, só permite o seu regresso ao país de origem depois de ouvir a versão da mãe e, cúmulo dos cúmulos, obter a autorização do pai, o tal cabrão que desviou as filhas, as obrigou a mendigar e que, pelo comportamento que teve, se encontra detido numa qualquer prisão lusa.

Se tudo for como se diz, o caso é ridiculamente estúpido e prova que muito há a fazer para que haja verdadeira justiça cá no burgo.

No entanto, houve outra notícia que me chamou a atenção e que mete a anterior num chinelo…

Uma filha da puta qualquer, que trabalhava, imagine-se, como “baby-sitter”, no Club Med da Balaia, tinha sido condenada a 20 anos de prisão por ter atirado a filha recém-nascida ao mar, dentro dum saco do lixo, cuja autópsia permitiu perceber que a bebé ainda sobreviveu, em agonia, durante oito horas.

Agora, vêm uns caralhos quaisquer dum Supremo reduzir a pena (mal aplicada porque esta gaja merecia a morte lenta por afogamento) à tal puta sem escrúpulos para uns miseráveis quatro anos, tudo porque a defesa da puta diz que o infanticídio foi cometido sob a influência perturbadora do parto e que a puta tinha a atenuante de ter sido vítima de abusos sexuais na sua infância.

Nem vale a pena tentar comentar porque pensar numa porra destas deixa um gajo deveres incomodado e com vontade de enfiar um martelo pneumático pelo cu adentro da puta assassina e de todos os que com ela pactuam.

Prisão

Mário Machado, o líder da extrema-direita cá do burgo, foi condenado a quase cinco anos de prisão.

Não está em causa concordar, ou não, com as convicções deste grupo radical e/ou com a maneira de como as põem em prática, mas certas ocasiões existem em que a populaça, certamente, deve pensar sobre o estado das coisas que a rodeia.

Afinal de contas, o rapaz só chamou a televisão lá a casa para mostrar o arsenal de armas que, orgulhosamente, possuía, numa demonstração de carácter vincado dum gajo que tem os ditos cujos no sítio para assumir, sem qualquer receio, o seu ponto de vista.

Mal comparado, o mesmo aconteceu com um tal ucraniano que também tinha um verdadeiro arsenal bélico num qualquer apartamento.

Um leva com 4 anos e 10 meses de prisão; o outro sai em liberdade e é-lhe pedido que faça o favor de se apresentar, periodicamente, na esquadra mais próxima.

Sabe Deus e Mário Machado, e são contas entre eles, quantos gajos é que o líder radical já despachou, seja à porrada, à paulada ou usando outro qualquer método coercivo.

Sabe Deus e mais uma catrefada de escumalha, e são contas entre eles, quantos assaltos, recorrendo a violência, quantas violações, quantos velhos molestados, quantos tiroteios e quantos cidadãos inocentes foram, à sua custa, parar ao hospital.

Um vai parar à prisão; os outros continuam, por aí, em liberdade, a gozar com a populaça e, tantas vezes, a usufruir do rendimento mínimo, sem fazer a ponta dum cu pelo burgo que ainda tem que ter a santa pachorra de conviver com este tipo de escória.

As nossas prestações na Europa – 02

Sporting 2 – Basileia 0

A equipa de Alvalade foi, sem dúvida, mais forte e mereceu o triunfo, ainda que não se livrasse dumas valentes assobiadelas, especialmente durante a primeira parte.

Arsenal 4 – Porto 0

Um resultado anormal, tendo em conta o reconhecido valor do Porto, ainda que o adversário se chame Arsenal. Ainda assim, a equipa azul e branca mantém as aspirações no grupo.

Benfica 2 – Nápoles 0

O Benfica deu a volta ao resultado negativo que trazia de Itália e passou à fase seguinte com uma boa exibição.

Guimarães 2 – Portsmouth 2

Depois duma boa exibição e um resultado que lhe permitia empatar a elimininatória, o Guimarães não aguentou a pedalada e permitiu que o gigante Peter Crouch marcasse por duas vezes, acabando, desta forma, com todas as aspirações do clube nacional.

Artmedia 0 – Braga 2

O Braga limitou-se a confirmar o excelente resultado que levava do jogo realizado cá no burgo.

Valência 2 – Marítimo 1

Por momentos, a equipa espanhola tremeu, mas deu a volta por cima e eliminou a equipa nacional.

Heerenveen 1 – Setúbal 1

A eliminação já tinha começado no jogo do Bonfim.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Populaça futura

É triste, mas, a verdade é que a populaça lusa é uma porra duma estirpe que parece estar em vias de extinção.

Melhor dizendo, para manter o número de criaturas cá do burgo, Portugal depende dos imigrantes e, à falta destes, arriscamos a perder dois milhões e meio de pessoas nas próximas cinco décadas, de acordo com um estudo que foi apresentado no Congresso Português de Demografia.

Houve um carola do ISEG que disse, aliás, que já há meia dúzia de anos que Portugal depende da populaça vinda lá de fora para manter os níveis populacionais porque, desde 2002, se dependêssemos só do produto luso já estaríamos em claro declínio, uma vez que há mais mortes do que nascimentos.

Marcas automóveis - Maserati


A marca italiana está ligada aos irmãos Maserati – cinco, no total – e teve a sua génese com Carlo e Alfieri Maserati, que trabalhavam na construção de motores e carroçarias para carros de corrida.

Fundada em 1914, a Maserati viu interrompida a sua produção, por causa da 1ª Guerra Mundial, para reabrir, em 1926, com a produção do seu primeiro carro de corrida, o Tipo 26, que contava com um motor de oito cilindros em linha, montado num chassis Isotta Frascchin, com apenas 1.500 cc mas capaz de debitar 130 cavalos graças a um sistema apelidado de “volumetric charger”.

De imediato, o carro deu nas vistas, ao ganhar o escalão em que estava inserido, e a Maserati começou a ganhar clientes, dando continuidade ao Tipo 26 até 1930, numa altura em que o motor já tinha uma cilindrada de 2800 cc.

Quando, em 1932, Alfieri morreu, os projectos da Maserati, entretanto mergulhada numa situação financeira difícil, continuaram a ser desenvolvidos pelos seus irmãos Ettore e Bindo, que aguentaram a marca até 1937, ano em que, com dificuldades financeiras acrescidas, se viram obrigados a vender a empresa à família Orsi, ainda que ficasse estipulado, contratualmente, que continuariam a trabalhar na Maserati, o que viria a acontecer até 1947, altura em que, perante a insistência dos novos donos em fabricar carros de estrada, decidiram sair e formar a OSCA.

Em 1958, depois de ter abandonado a competição automóvel, a Maserati lança o 3500 GT – o primeiro carro feito para circular, exclusivamente, em estrada – um luxuoso e potente coupé que foi o veículo mais bem sucedido da marca em termos de vendas até então.

Seguiram-se o Sebring, em 1962, e o Quattroporte, o primeiro automóvel de 4 portas da marca, em 1963, que viria a manter a sua produção, fruto de diversos “restylings” até 2004.

No final da década de 60, a Maserati foi comprada pela Citroën e a parceria manteve-se até 1974, altura em que a marca francesa se fundiu, com a Peugeot, no Grupo PSA e vendeu a marca italiana à DeTomaso, que conseguiu revitalizar a Maserati ao apresentar modelos como o Quattroporte III, o Kyalami e o Biturbo, modelo que fez aumentar consideravelmente as vendas da marca do tridente.

Em 1993, a Maserati volta a ser comprada, desta feita pela Fiat e em 1999 passa a ficar debaixo do controlo absoluto da Ferrari, marca, também, pertencente ao mais conhecido fabricante italiano, que torna a Maserati na sua divisão de luxo.

Nesse mesmo ano lança o 3200 GT, um modelo que volta às linhas típicas da Maserati e que, mercê do potente motor com 3200 cc e 370 cv, era capaz de alcançar os 100 km/h em menos de 5 segundos.

Em 2004 é produzido o MC12, um super desportivo derivado da versão de corrida, desenvolvida para participar no campeonato FIA GT, que apenas contou com 25 unidades comercializadas.

Actualmente, e desde que faz parte do Grupo Fiat, com ou sem a Ferrai à frente dos seus destinos, o posicionamento da Maserati mudou radicalmente e, enquanto a Ferrari produz e comercializa, em média, cinco mil e quinhentas unidades por ano, a Maserati, no seu planeamento estratégico para um futuro próximo, estima colocar no mercado internacional cerca de 10 mil unidades por ano até 2010, voltando, assim, a dar lucro.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Mais um

A Comissão Europeia aprovou um plano de salvamento para o Banco Bradford & Bingley.

Trafulhice é o que está a dar

O Mr. Vale e “Trafulha” Azevedo, refugiado, como se sabe, em Inglaterra, saiu da modesta casinha que habitava até agora, parece que por ter expirado o contrato de arrendamento e, alegadamente, a pedido do senhorio, que diz estar a arder com 416.000 euros de rendas em atraso, e mudou-se para Virgínia Water, uma localidade a cerca de 40 quilómetros de Londres, onde a média de preços é a mais alta lá do burgo, exceptuando Londres, e onde figuras como Cliff Richard e Eric Clapton também possuem casa.

A populaça pode estar serena

O plano de recuperação da economia norte-americana, proposto pela administração Bush, não foi aprovado e vai voltar a ser discutido, o que, entretanto, continua a provocar alguma instabilidade nas restantes economias mundiais.

O Banco do Japão injectou mais uns milhões na economia lá do sítio, pela décima primeira vez, enquanto muitas empresas europeias – leia-se grandes e poderosas empresas europeias do sector financeiro – safam-se da, mais do que certa, falência graças a malabarismos financeiros que incluem o recebimento de avultadas quantias, compra de passivos por parte dos governos, etc, etc.

A crise chegou, mesmo, ao Futebol Clube do Porto, que mais parecia uma equipa amadora da quinta divisão, sem estofo para aguentar o ímpeto do Arsenal e que acabou por ser, humilhantemente, goleada por quatro secos a zero.

Mas a crise é para os outros e a populaça pode dormir descansada, já que o Starbucks já abriu – com cafés a 1.20€ e Frappuccinos Mocca a 3.45€, entre qualquer coisa como 87.000 combinações de café diferentes – e, como somos diferentes e economicamente sólidos, saudáveis e independentes, não temos nada a temer, uma vez que, no sábio entendimento do senhor Sócrates, as poupanças da populaça lusa estão a salvo, graças à capacidade de resistência das instituições financeiras nacionais.

Poupanças…

Fazia bem melhor se fosse gozar com o pénis, em vez de mandar estas bocas ridículas que só servem para deixar ainda mais frustrado, desiludido, de mau humor e com vontade de partir qualquer coisa, a quem, tantas vezes, chega ao fim do mês com dois ou três euros na conta bancária (conta bancária, sim. Não é na carteira!), depois de ver dois ordenados esfumarem-se com o pagamento da prestação e das contas ordinárias da casa, do colégio da cria, a prestação da máquina da loiça (um luxo), a compra dos passes sociais e dois jantares, numa qualquer tasca baratinha, necessários para espairecer e manter a sanidade mental da família.