quinta-feira, 8 de maio de 2008

Rebuçados com sabor a laranja

Com o aproximar das eleições no PSD, começam, como não podia deixar de ser, as promessas de rebuçados para a populaça que, neste momento, tem a boca azeda e seca.

Manuela Ferreira Leite deu a conhecer, para já a alguns militantes do partido, que defende a alteração do sistema fiscal cá do burgo, bem como do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

É bom é que a populaça não se esqueça que quem nos quer oferecer este possível doce é, precisamente, a pessoa responsável pelo regime do IMI actualmente em vigor.

Ferreira Leite já veio dizer, em jeito de desculpas, que a lei devia ter sido revista ao fim de três anos e que, nestas coisas de alterações de legislação, há uma fase em que não se conhecem todos os possíveis efeitos e consequências.

As desculpas não se pedem… As desculpas evitam-se.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Aumentos

O Jornal Destak faz manchete com o que a populaça vai ter que desembolsar a mais no que há de mais básico, a alimentação.

Segundo o matutino, que cita um estudo da TNS Worldpanel feito com base numa amostra de 2.500 famílias, os custos com alimentação vão sofrer, este ano, um aumento de 40,8%, face a 2007, ou seja, cerca de cinquenta euros a mais por mês.

Sobre este assunto, o Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, Emanuel dos Santos, assume que o burgo não pode fugir aos aumentos mas que até somos uns privilegiados, já que os efeitos das subidas dos preços serão menores cá na terra do que na média da Europa.

Num país onde a média dos ordenados é francamente inferior e a média do custo dos bens, sejam eles quais forem, é francamente superior, quando comparadas com a média europeia, semelhantes afirmações são descabidas e ridículas, senhor secretário de estado, e passam a ideia de que está a gozar com a pobreza e com as dificuldades da populaça cá do burgo.

Como se costuma dizer, no bom Português, ainda livre do maléfico acordo ortográfico, com o mal dos outros posso eu bem.

Desejo, sinceramente, que chegue o dia em que o senhor secretário e o seu primeiro-ministro tenham que recorrer a terceiros, ou ao cash advance do, sempre, problemático cartão Visa, para poderem comprar a meia dúzia de ovos, ou o quilo de carne picada para os hambúrgueres, que fazem falta nas cozinhas das vossas casas.

Aí vão, com toda a certeza, perceber a merda em que mergulharam este país.

Macabro

Ontem comentava, aqui, o caso da besta que manteve fechada a filha, numa cave, durante 24 anos, e os pormenores que envolvem esta absurda situação.

Hoje, o Global Notícias, avança com a triste, absurda, violenta e macabra notícia de uma “mãe” que admite ter morto e congelado, no fundo duma arca frigorífica, três bebés, por sinal seus “filhos”, durante a década de 80.

A triste descoberta foi protagonizada por um jovem de dezoito anos que, acompanhado pela irmã, decidiu arrumar a arca frigorífica quando se deparou com uma enorme desarrumação ao procurar por uma pizza.

É difícil, senão impossível, imaginar o que terão sentido estes jovens ao dar de caras com três minúsculos corpos, enrolados em papel de jornal e toalhas.

É difícil, senão impossível, imaginar o que terão sentido ao confrontarem a própria mãe com a descoberta e perceberem que aquela coisa, à frente deles e que chamam de “mãe”, matou três crianças que seriam os seus irmãos.

É fácil imaginar o que é que devia acontecer à vida desta miserável puta de merda!

O regresso


Tina Turner, agora com 68 anos, está a preparar uma nova digressão, oito anos depois de ter anunciado a despedida dos palcos.

Um regresso que merece um aplauso.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Doente mental, o tanas!

O animal filho da puta manteve a própria filha presa, durante vinte e quatro anos, numa arrecadação, ou cave, ou seja lá o que for, e violou a desgraçada durante anos a fio; gerou filhos à própria filha, sete, pelos vistos, ainda que um tenha morrido; manteve três dos filhos da filha, durante anos e anos, num espaço escuro, sem sequer verem um raio de luz do dia; já tinha sido condenado, há 40 anos atrás e segundo uma cunhada, por violação.

Agora, aparece outra besta, que deve ser tão filho da puta como o outro, a dizer que o desgraçadinho não bate bem dos cornos e que nada do que fez lhe pode ser imputado, defendendo que o seu cliente (sim, a ilustre outra besta é o advogado do primeiro animal) deve ser encaminhado para uma instituição psiquiátrica e não para um tribunal.

No que toca ao advogado, deveria passar, ele sim, sem sombra de dúvida, uns tempos numa instituição de maluquinhos, de modo a pensar bem na imbecilidade que diz ao afirmar que não está a defender um monstro mas, sim, um ser humano.

Direito à presunção da inocência, à defesa de direitos e essas balelas de merda todas, sim, mas há limites.

Neste caso, e depois do filho da puta ter admitido tudo o que fez, nem tribunal, nem instituição psiquiátrica, nem prisão, nem nada.

A besta deve ser mantida na mesma cave onde manteve a filha e os filhos/netos, a pão e pouca água, acorrentado, amordaçado e com uma gota de ácido a corroer-lhe, lentamente, a pila, de hora a hora, enquanto leva, aí sim, de quinze em quinze minutos, para ser um espaço de tempo mais curto, com um martelo pneumático pelo cu acima, para perceber bem o que andou a fazer durante anos.

E quando estiver prestes a ir para o quinto dos infernos, uma injecção de adrenalina para o manter vivo, e a sofrer, durante o máximo de tempo possível.

domingo, 4 de maio de 2008

Analogias

O campeão, Futebol Clube do Porto, levou três secos do Nacional da Madeira, algo totalmente inesperado, tendo em conta o favoritismo do clube nortenho que jogava em casa.

Dá que pensar…

Será que, caso Alberto João Jardim se candidate, esta força insular se vai repetir, por uma coincidente analogia, por altura das eleições no PSD?

sábado, 3 de maio de 2008

À conquista da bosta

Já há algum tempo que temos vindo a encorajar a pequena cria, sem a forçar, a sentar-se no “redutor” que lhe comprámos para a sanita para fazer as suas necessidades, ainda que sem sucesso e, pior do que isso, notando, sempre, algum receio, por parte da Joana, em utilizar semelhante assento.

Hoje, sabe Deus por que carga de água ou, talvez, por algum sonho que teve, quando pegámos na filha para a tirar da cama, a primeira coisa que fez foi apontar para um penico, que está numa prateleira no armário do quarto, e, cheia de convicção, gritar pelo “ico”.

Nem pensámos duas vezes… Vai de pôr o penico no chão, tirar-lhe a fralda e foi ver a pequena cria a correr para se sentar no penico e fazer uma pequena quantidade de bosta, numa de amostra.

E, se não pensámos duas vezes em relação ao penico, muito menos pensámos em relação ao “redutor”, que aplicámos, imediatamente, na sanita para, mais uma vez, vermos a filhinha, toda contente e entusiasmada, a sentar-se para fazer, desta feita, uma pequena quantidade de chichi.

É assim, a vida das pequenas crias. De repente, vindo do nada, dá-lhes na telha e decidem mostrar aos adultos como sabem fazer as coisas e conquistar os pequenos detalhes da vida quotidiana.

Nota – Também publicado no Traquina e Irrequieta

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Efeméride



A 1 de Maio de 1994, a curva de Tamburello, no circuito de San Marino, transformou-se na curva fatídica no destino de Ayrton Senna da Silva, que tantos consideramos o mais carismático piloto da história da Fórmula Um.

Ontem, cumpriram-se catorze anos após a sua morte.

Lido noutros blogs

- O problema do relógio, no Tomar Partido
- Que emprego?, no Marcha dos Pinguins

Ineficácia a rodos

Os milhões de euros gastos pelo estado nos últimos anos da década passada em apoios a desempregados tiveram efeitos práticos quase nulos, segundo um estudo realizado pelo Banco de Portugal.

Tendo em conta que, na altura, eram governos socialistas que estavam à frente dos destinos cá do burgo, resta à populaça saber se as políticas actuais aplicadas a este assunto seguem as mesmas directivas.

A avaliar pelas notícias que, normalmente, apontam para um aumento do desemprego, quer-me parecer que nada deve ter mudado e que o estado continua a aplicar mal os fundos que lhe são atribuídos.