quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Aumento salarial

A merdice de aumento de 2,1% dá qualquer coisa como 26 euros de aumento no que o governo do Sr. Sócrates considera ser o ordenado médio cá do burgo (1.250 euros).

Tendo em conta o meu parco ordenado, o aumento deve dar para comprar uma lata e três quartos de leite para a cria.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Sinais do tempo em que vivemos

Até há bem pouco tempo, a populaça estava mais do que habituada a ver os típicos varredores das vias públicas, mais conhecidos por “almeidas”, como homens de uma certa idade, já com uma barriguinha invejável, com um aspecto algo deslavado, ou sujo, se preferirem, e de feições sempre bem coloridas devido aos copos de três com que, frequentemente, começavam o dia.

O mercado de trabalho, ou a falta dele, tem-nos levado a uma outra realidade e, actualmente, a populaça já começa a achar normal ver gajos com ar de universitários de vassoura de pau na mão e a arrastar o carrinho do lixo ou, inclusive, elementos do sexo feminino a desempenharem este tipo de funções que, até agora, eram vistas como quase exclusivas da populaça masculina.

Isso era antes, caríssimos leitores. Agora, os “almeidas” passaram a andar de cabelo bem penteado e cuidado, pó de arroz e aquelas cores nas bochechas e nos olhos, pestanas com “rímel”, auriculares enfiados nos ouvidos para entreter a mente com as músicas do leitor de mp3 e telemóvel numa mão, enquanto a outra vai empurrando o tal carrinho.

São, sem dúvida, sinais dos tempos que correm.

Os agradecimentos do Sr. Sócrates

Por estes dias, o primeiro-ministro fartou-se de dar vivas à populaça pelo empenho demonstrado na árdua tarefa de “levar o país para a frente”, especialmente, aqueles que têm aproveitado o tal programa das segundas oportunidades e aqueles que, empenhados com vivas intenções de ajudar o burgo a atingir as metas propostas, têm dois e três empregos ao mesmo tempo.

Os agradecimentos do Sr. Sócrates não deverão cair em saco roto, já que devem haver, algures por aí, meia dúzia de alminhas caridosas que se aplicam à realidade apresentada pelo primeiro-ministro.

No entanto, o Sr. Sócrates que não se ponha com ideias esquisitas nem tenha ilusões, já que a grande maioria daqueles que ele diz estarem a trabalhar arduamente para o bem do burgo estão, isso sim, a trabalhar a mais porque se vêem obrigados a tal para poderem sobreviver com um mínimo de conforto, coisa que dificilmente é possível para quem tem um só emprego.

Tabela Periódica dos Elementos Químicos

MAGNÉSIO

Elemento metálico pertencente ao Grupo II (metais alcalino terrosos) da Tabela Periódica com Z = 12.

Configuração electrónica: [Ne] 3s2
MA = 24,312
D = 1,74 g.cm-3
PF = 651° C
PE = 1107° C.

Está presente em vários minerais e é um elemento essencial aos organismos vivos.

O elemento é usado em várias ligas metálicas leves, por exemplo, para construção de aviões.

No ar forma uma camada protectora de óxido e ao queimar por ignição forma uma chama intensa e branca.

Também reage com halogéneos, enxofre e nitrogénio e foi isolado pela primeira vez em 1828 por Bussy.

Indecisões

Ainda ontem apareceu, na televisão, um secretário de estado qualquer a dizer que estava tudo bem com a tal da ponte velha de Portimão, facto confirmado pelo Presidente da Câmara, Manuel da Luz, de acordo com os técnicos da empresa Estradas de Portugal.

Até mesmo para um leigo na matéria ou, se quiserem, um verdadeiro burro na matéria, as imagens passadas na televisão são elucidativas, já que um dos pilares parece ter um desvio que vai daqui até Pegões.

Uns dizem que é necessário, outros que não e outros há que dizem que nem pouco nem mais ou menos.

Hoje, as opiniões mudaram, e os “estudos” também, de uma forma de tal maneira rápida que a populaça até fica admirada e a ponte vai encerrar já na próxima sexta-feira.

Decidam-se, que porra!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Agradecimentos

Os meus agradecimentos ao 00:04 e ao Registo Provisório pelos links feitos ao Sempre a Produzir.

A propósito de estradas




Descobrir um dos ingredientes da pólvora

Francisco Anacleto Louça identificou a grande marosca do Orçamento de Estado para o próximo ano.

Tudo porque a empresa Estradas de Portugal, que move projectos com valores na casa dos 10% do PIB, tem a faca e o queijo na mão no que toca a fazer ajustes directos aos orçamentos, abusar nas expropriações e conceder privilégios, o que, segundo Louça, é extremamente grave já que todas estas coisas são reconhecidas em tribunal.

Será que a marosca só se aplica ao OE de 2008 ou será que é daquelas malandrices que já vêm detrás e já com barba branca?

Caixa Geral de Aposentações

Ainda que o executivo do Sr. Sócrates já tenha vindo relembrar a populaça de que as novas regras para o funcionamento das Juntas Médicas já foram aprovadas mas que estão pendentes da sua promulgação e publicação no Diário da República, a coisa vai de mal a pior.

Desta feita, a Caixa Geral de Aposentações decidiu fecundar a vida, já por si fecundada, vida a uma funcionária pública de ponte de Lima, a braços com uma lombalgia e uma cervicalgia degenerativas que a obrigam a trabalhar, por exemplo, com um colar cervical (que usa 24 horas por dia) e acompanhada pelo pai, já que não consegue fazer nada sozinha.

No entanto, a senhora pode ficar “descansada” porque a situação está a ser avaliada pela gentalha competente do Ministério da Finanças, precisamente aquele que mais competente tem sido a lixar a vida à populaça cá do burgo.

De volta

Pois, efectivamente, de volta e para vos dizer que esta coisa de ter a minha vida condicionada por uma daquelas gripes “à antiga portuguesa” trouxe, pelo menos, uma coisa boa e não fumo desde o dia 23 de Outubro.

Ou seja, o Sempre a Produzir passou a ser um blog não fumador, o que não implica que seja um blog exclusivo para não fumadores e que os que fumam fiquem impedidos de visitar este espaço, ao contrário do que já me foi
aconselhado por um blogger, bem conhecido cá da praça, que diz que o melhor é mesmo tornar-nos extremamente violentos em relação ao fumo e a quem o produz.

Nada disso, o blog continua aberto a todos e não vão encontrar ninguém com uma matraca em punho disposto a abrir o crânio a quem vier para aqui poluir o ambiente.

Aos potencialmente interessados em seguir este caminho, devo dizer que a coisa nem é muito difícil se souberem aproveitar o tempo de cama que a gripalhada vos possa proporcionar.

Depois é só ter força de vontade e resistir às tentações, nomeadamente a de cravar um cigarrinho depois das refeições ou a de aceitar as generosas ofertas de alguns colegas mais sacaninhas, ansiosos por nos picar sabendo que estamos a passar por uma verdadeira provação.