quinta-feira, 5 de março de 2009

Crise Lusa resumida

Será que a crise cá no burgo se resume à situação, infelizmente dramática, que vivem os não sei quantos mil empregados da Qimonda?

É que, quando vemos o estimado Presidente da República e alguns excelentíssimos ministros a darem tanta importância à porra do assunto, quando sabemos que existem milhares de cidadãos na mesma, ou em pior, situação sem que lhes seja dado este tratamento “preferencial”, ficamos com a sensação que a salvação da Qimonda é a salvação da economia cá do burgo.

Pergunta do dia

Matematicamente falando, o que é um gay?

É um CuEficiente.

Euro-crise

As notícias dão conta de que, a partir das próximas eleições europeias, que, cá no burgo, se realizam a 7 de Junho, os eurodeputados vão passar a auferir de um vencimento único.

Actualmente, os eurodeputados ganham, regra geral, de acordo com a tabela salarial em vigor para os deputados às assembleias nacionais, o que leva a grandes disparidades entre os deputados do Parlamento Europeu.

Com esta medida de uniformizar os salários dos eurodeputados, os representantes cá do burgo vão passar a ganhar mais do dobro do que ganham até agora, passando a meter ao bolso, já descontados os impostos, cerca de 6.000 euros, contra os actuais 2.520, sem contar com as ajudas de custo.

Numa altura em que os tais dos 27 falam tanto de medidas concertadas de combate à crise que afecta a Europa, não entendo nem concordo com esta decisão que só serve para provar que aquela gentalha está a gozar e está-se completamente a cagar para os problemas que afectam as populaças dos diversos países membros.

No dia 7 de Junho vou, também eu, cagar de alto para essa escumalha e nem sequer me vou dar ao trabalho de pôr os pés na assembleia de voto.

Além de demonstrar o meu protesto, ainda poupo meia dúzia de euros, que essa escória gasta em dois ou três cafés, na gasolina para a deslocação às urnas, porque, a mim, ninguém me paga ajudas de custo.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Banho público

No seguimento do que disse aqui, deparo com a notícia da TSF que refere que o número de cidadãos que recorre aos balneários públicos está a aumentar nas grandes cidades, estando, também, a alterar-se o perfil social dos mesmos.

Segundo a estação de rádio, há cerca de 100 utilizadores diários no balneário de Alcântara, o maior de Lisboa, número que quadruplica aos fins-de-semana.

Populaça anónima, que, de acordo com a opinião dum funcionário daquele estabelecimento, estava habituada a um certo nível de vida e que nunca na vida esperou vir a frequentar este tipo de espaço público, tal como gente que leva a roupa pendurada em cabides ou o cidadão que chega montado num bom jipe, entra, toma o seu banho e sai, sem dirigir a palavra a ninguém.

Onde é que isto vai parar?

Jovens aflitos

A JSD, Juventude Social-democrata, quer um debate urgente no parlamento cá do burgo sobre os estudantes universitários que, segundo o seu líder, Pedro Rodrigues, estão à rasca por causa da crise.

Parece que o líder da JSD está deveras preocupado com a taxa de desemprego jovem e chocado por o governo do Sr. Sócrates ter apresentado medidas de apoio ao sistema financeiro – estejamos, ou não de acordo com as mesmas – e nada ter proposto para minimizar as dificuldades pelas que os jovens estão a passar.

No que toca ao desemprego, volto a frisar o “estejamos ou não de acordo” para lembrar ao líder da JSD que este é um flagelo que afecta toda a sociedade, e não só os pobres coitadinhos dos jovens estudantes, e que um sistema financeiro forte e estável leva, certamente, à criação de emprego para pais e mães de família, bem como para jovens em fim de carreira estudantil.

Quanto a essa coisa de milhares de estudantes estarem a passar por sérias dificuldades financeiras, acredito que, em muitos casos, seja verdade, mas, como referi aqui, acredito, também, que deve haver um esforço por parte da grande maioria dos senhores e senhoras estudantes para conter as despesas e minimizar os efeitos negativos da malfadada crise, começando por gastar menos verba nas bebidas e nas drogas associadas às noitadas semanais.

Esperança ou ingenuidade?

Não sei quantos por cento da populaça cá do burgo diz acreditar que os bancos os vão ajudar nos momentos difíceis que se vizinham provocados pela crise que paira no mundo.

Ou seja, acreditam que os bancos vão propor soluções financeiras adequadas ao seu caso para que possam superar a crise.

Ou seja, acreditam que os bancos vão deixar de se preocupar com os lucros diários para se tornarem em beneméritos da sociedade.

Ou seja, somos um país de verdadeiras tradições, uma vez que grande parte da populaça ainda acredita no Pai Natal.

DD45

DD45 é o nome dado a um asteróide que, segundo consta, passou muito perto da Terra, a qualquer coisa como sessenta mil quilómetros, o que significa cerca de sete vezes mais perto do que a Lua, e que surpreendeu a comunidade científica ligada a estas coisas da astronomia.

Diz um desses cientistas que o DD45, com um diâmetro de 30 a 40 metros, não atingiu a Terra “por pouco”, sendo o asteróide que mais se aproximou do nosso planeta desde 1973.

De referir, ainda, que o tamanho da coisa é semelhante ao tamanho do pedragulho que arrasou com 2.000 quilómetros quadrados de floresta siberiana em 1908.

Dá que pensar…

terça-feira, 3 de março de 2009

O dia-a-dia da populaça

A associação de defesa do consumidor cá do burgo, mais conhecida por DECO, garante que há cada vez mais gente a não conseguir pagar as facturas da água, gás e electricidade.

Diz alguém representante da associação que há gente a tomar banho em casa de familiares, de amigos e, em alguns casos, a tomar banho de água fria.

E, pergunto eu, como é que esta gente faz para comer, sem gás para pôr as panelas ao lume ou sem electricidade para ligar o microondas?

Um dirigente do Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) diz também ter conhecimento do aumento de casos de cidadãos que, por falta de pagamento, têm de viver sem estes bens essenciais e que são situações que põem em causa a sobrevivência das pessoas.

Diz e tem toda a razão!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Sair à noite

Já há algum tempo que a minha mulher e eu não íamos beber um copo e, no passado Sábado, aproveitámos o facto de, depois de jantar, a pequena cria poder ficar com a avó e lá fomos até ao Hard Rock beber um daqueles cocktails meio marados e todos coloridos.

Música, porque no Hard Rock estas coisas não mudam, e caratonhas totalmente desconhecidas aparte, cheguei a duas conclusões básicas.

Primeiro. A noite não tem metade da piada sem um gajo poder fumar a cigarrada a acompanhar a bebida.

Mais… Perdeu aquela coisa dos ambientes pesados, cheios de fumarada que se entranhava na roupa e não permitia que se conseguisse ver o outro lado da sala.

Pelo que me toca, valeu a maravilhosa companhia da minha mulher e o relembrar de duas ou três músicas que já não ouvia há bastante tempo.

Segundo. A próxima vez que algum estudante universitário me diga que a vida de estudante e as propinas são muito caras mando o gajo para o pénis que o fecunde.

Quando se vê, especialmente em tempo de crise, como o actual, a populaça universitária a gastar euros atrás de euros até apanhar uma borracheira de caixão à cova (fora o que muitos devem gastar em charros), euros que muita falta devem fazer para a alimentação diária para lhes dar energia ao cérebro, essa merda de virem refilar com o valor das propinas perde todo o sentido.

O congresso rosa

Não acompanhei minimamente o congresso dos socialistas e, segundo parece, ainda bem porque, além do fabuloso aparato cénico, foi mais uma reunião que não trouxe nada de novo.

Ficam, no entanto, dois aspectos importantes.

- Essa coisa da escolaridade obrigatória, da aposta no sistema de educação e de não sei quantos milhares de estudantes, blá, blá, blá, parece-se muito com a célebre promessa dos não sei quantos milhares de postos de trabalho que iam ser criados.

- O outro aspecto prende-se com o dramatismo e a emoção do Sr. Sócrates quando ouviu a história do partido.A carinha chorosa, com a lágrima de crocodilo no canto do olho, é, certamente, uma garantia para o líder socialista para abraçar uma carreira de actor dramático no dia em que abandone a política.